A Câmara de Vereadores de Caxias do Sul recebeu uma audiência para debater a importância de uma Delegacia de Combate à Intolerância na cidade, durante a tarde desta quinta-feira (28). A Comissão de Direitos Humanos e Cidadania, presidida pelo vereador Lucas Caregnato (PT), busca criar um movimento unificado e que possa conquistar um departamento específico da Polícia Civil no município. Os dados apontam para 70 casos de racismo desde 2021, sendo que só neste ano foram 18 – a maior marca dos últimos períodos.
Lucas cita que as pessoas que sofrem com esses crimes necessitam de um espaço para acolhimento, onde possam oferecer a denúncia. Ele cita que a mobilização ocorre em todo país e já definiu agendas para que essa demanda chegue até o comando da Polícia Civil, no Estado.
O titular da Delegacia de Combate à Intolerância da Capital, Vinicius Nahan, destaca que a procura aumentou desde o início do trabalho especializado, em 2020. No ano passado, Nahan registrou 3 mil ocorrências, sendo a metade por racismo. Isso já demonstra o quanto se faz necessário receber e investigar esses crimes.
Em Caxias, os números para o crime de racismo também aumentaram. Isso se deve a jurisdição atual, onde esse tipo de violação não é mais considerado uma injúria e que possuía uma legislação diferente, permitindo que o agressor deixasse a delegacia através de um termo circunstanciado. Desde 2023, quem for preso em flagrante por ato de racismo fica detido até audiência, tendo em vista que é ato inafiançável e imprescritível. A audiência na Câmara durou duas horas e teve a presença de diversos movimentos sociais.
