O magistério do Rio Grande do Sul vai ter dois atos de paralisações programados para as próximas semanas, nos dias 16 e 23 de julho. As datas convergem com a entrega dos envelopes pelas empresas interessadas na concessão da PPP da Educação e do leilão na Bolsa de Valores, em São Paulo. O projeto prevê a concessão administrativa de 98 escolas gaúchas, sendo 10 na Serra Gaúcha, por 25 anos. O ato regional do Cpers-Sindicato está marcado para quinta-feira (16), em frente a Prefeitura de Caxias, às 14h.
O diretor-geral de núcleo de Caxias, David Orsi Carnizella, ressalta que o ato ficou decidido como greve para não prejudicar os professores participantes. Isso é uma forma para o magistério não ser punido com medidas administrativas, que ocorreram nos últimos anos com descontos na folha de pagamento. Carnizella afirma que o objetivo vai além da privatização das sete instituições da cidade, mas como uma defesa de todas as outras que vão seguir com problemas pela falta de investimento do Governo do Estado.
Em Caxias, estão no pacote das concessões as escolas estaduais: Rachel Calliari Grazziotin; Professor Clauri Alves Flores; Clemente Pinto; Maguary; Abramo Randon; Ivanyr Euclinia Marchioro; Presidente Vargas. Em Bento, três escolas também estão na lista. O ato grevista do Cpers-Sindicato no dia 23 de julho vai ser concentrado em Porto Alegre. Ainda não há uma expectativa de adesão do magistério nas duas paralisações.
