A paralisação dos médicos das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Central e Zona Norte de Caxias do Sul, foi encerrada às 18h30 desta terça-feira (2). A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal da Saúde
(SMS). O movimento havia começado à meia-noite do mesmo dia, em razão de um novo atraso no pagamento dos salários por parte do Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), atual gestor das unidades. Com o fim da paralisação, os profissionais voltam a atender todos os casos nas UPAs, e não apenas situações de urgência e emergência.
Ao longo da manhã, o prefeito Adiló Didomenico esteve reunido com equipes da Secretaria Municipal da Saúde e da Procuradoria-Geral do Município para tratar do impasse envolvendo os atendimentos nas UPAs. Paralelamente, o secretário municipal da Saúde, Rafael Bueno, participou de sessão na Câmara de Vereadores, onde informou que o contrato com o Ideas, será rescindido na próxima terça-feira (9). Segundo ele, o processo para a contratação de uma nova empresa já está em andamento.
Em nota divulgada no início da tarde, o Sindicato dos Médicos de Caxias do Sul afirmou que a paralisação foi motivada pelos recorrentes atrasos salariais e pela falta de condições adequadas de trabalho nas duas unidades. A entidade também criticou o descumprimento de acordos firmados anteriormente para regularizar os pagamentos e garantir a estrutura necessária para o atendimento.
O sindicato ainda questionou a exigência de manutenção das atividades sem o pagamento integral dos salários e sem o fornecimento adequado de medicamentos aos pacientes. Além disso, rebateu a declaração de Rafael Bueno de que os médicos teriam descumprido os procedimentos previstos para a realização de uma greve ao iniciarem a paralisação sem comunicação prévia.
No fim de maio, os médicos já haviam realizado uma paralisação pelos mesmos motivos. Na ocasião, os atendimentos foram retomados em 25 de maio, após reunião entre representantes da Prefeitura de Caxias do Sul e da categoria. O encontro resultou em um acordo que previa a normalização dos serviços e o compromisso conjunto de buscar uma solução para as pendências salariais.
