A fiscalização intensificada na Estação Férrea, em Caxias do Sul, contra a perturbação do sossego, realizada todas as sextas e sábados, completou um mês desde que foi iniciada, em março. A ação no local, conhecido pela grande concentração de pessoas nos fins de semana, especialmente em bares e festas, busca ampliar a presença das forças de segurança.
A operação, coordenada pela Secretaria Municipal do Urbanismo (SMU), conta com a integração da Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMTTM), Guarda Municipal, Brigada Militar e Polícia Civil, além do acompanhamento do Ministério Público do Estado. A iniciativa é avaliada de forma positiva pelo secretário da pasta, Adriano Bressan.
Conforme ele, a fiscalização é voltada ao enfrentamento de situações antes recorrentes no local, como brigas, confusões e desordem, garantindo a segurança de quem realmente busca lazer. Bressan destaca que, no balanço de um mês da operação, não foram registradas ocorrências mais graves, apenas abordagens de rotina, em grande parte relacionadas ao consumo excessivo de álcool fora dos estabelecimentos.
Apesar dos resultados positivos, o secretário ressalta que as ações enfrentam problemas de efetivo, além do número reduzido de viaturas da Brigada Militar e da Guarda Municipal. A própria SMU também conta com equipe limitada, devido a cortes significativos de horas extras em razão de dificuldades financeiras do município.
Atualmente, as operações ocorrem a partir das 21h e seguem até, em média, 2h30. Bressan destaca a necessidade de maior estrutura para manter e ampliar as ações, tanto na Estação Férrea quanto em outros pontos com demandas semelhantes. Segundo ele, essas necessidades já foram apresentadas ao prefeito Adiló Didomenico e estão em discussão na administração municipal.
Nas últimas semanas, a região da Estação Férrea, recentemente revitalizada, registrou atos de vandalismo em estruturas do complexo. Prédios, bancos e o monumento aos 150 anos da Imigração Italiana foram alvo de pichações. A Secretaria de Segurança Pública de Caxias do Sul investiga os casos.
