As obras de recuperação da BR-116 foram divididas em dois trechos no sentido Caxias do Sul-Nova Petrópolis. Segundo a superintendência do DNIT no Rio Grande do Sul, 30% do contrato já foi executado e a previsão de entrega está delimitada a 2026, entre outubro e dezembro. Enquanto isso, quem trafega na rodovia precisa de paciência nas partes onde há o pare e siga, que podem durar de 10 a 20 minutos.
Fernanda afirma que trafega no trecho há mais de um ano, devido ao seu trabalho. Ela mora em Caxias do Sul, mas precisa viajar semanalmente a região das hortênsias. Por isso, adiciona 30 minutos a mais para sair de casa e chegar a tempo.
O trecho 1, entre Caxias e o Rio Caí, tem o maior número de obras ocorrendo de forma simultânea e com previsão para encerrar no dia 1º de dezembro. De 38 pontos para intervenção, 13 estão em andamento e 10 foram concluídos. Os locais de maior impacto ao trânsito se encontram a partir do km 160, logo após deixar o trecho urbano de Galópolis em direção a Vila Cristina. Como há uma parte em meia pista, é necessário o ordenamento do trânsito com o pare e siga. Quando não há equipes trabalhando, o semáforo trabalha com sistema de 10 minutos fechado e quatro com liberação do fluxo.
Marcelo Casarin circula pelo trecho constantemente e destaca que o tempo em obra é muito longo. Ainda assim, ele contemporiza o período devido à complexidade das intervenções.
Entre o Rio Caí e Nova Petrópolis existem três intervenções em andamento, com previsão de entrega no dia 26 de outubro. A partir do km 177, estão sendo instaladas uma nova rede de drenagem e uma cortina atirantada, para que faixa de rolagem não volte a ceder.
Anderson trabalha entre as duas regiões e seguidamente fica parado nos pontos de pare e siga, por vezes perde até quarenta minutos no trecho.
O prefeito de Nova Petrópolis, Daniel Michaelsen, afirma que o município não vai mais depender da rodovia federal. Mobilizações e reuniões improdutivas com o DNIT levaram ao executivo iniciar a construção de uma estrada entre o centro e o distrito de São José do Caí, comunidade próxima do leito do rio.
A Superintendência do DNIT no Rio Grande do Sul foi consultada para essa matéria e preferiu se manifestar através de nota. Questionamos também sobre o andamento da intervenção entre São Marcos e Campestre da Serra, mas não obtivemos retorno.
O que diz o DNIT:
“O DNIT informa que no trecho compreendido entre Caxias do Sul e Nova Petrópolis, há dois contratos de emergência em andamento. Um no trecho compreendido entre Caxias do Sul e a Ponte do Caí, do km 154 ao km 171. Esse teve início em 02 de dezembro de 2024 e a conclusão dos serviços é prevista para 01 de dezembro de 2026. E outro no segmento do km 177,5 ao km 180, com início em 27 de outubro de 2025 e a conclusão dos serviços prevista para 26 de outubro de 2026.
No primeiro, estão previstos 38 pontos de intervenção. Desses, 10 encontram-se concluídos ou em fase final, restando apenas serviços de acabamento, enquanto outros 13 estão atualmente em execução. De forma geral, o percentual executado do Contrato encontra-se em torno de 30%.
Estão em andamento as obras no Ponto 11 (km 160+700 LD), Ponto 12 (km 160+750 LE), Ponto 14 (km 161+160 LE), Ponto 15 e 16 (km 161+930 LD/LE), Ponto 17 (km 163+010 LD), Ponto 18 (km 163+100 LE), Ponto 20 (km 163+570 LD), Ponto 22 e 23 (km 166+680 LE), Ponto N1 (km 167+480 LE), Ponto 35 (km 170+200 LD) e Ponto 36 (km 170+200 LE).
No Ponto 11, está sendo realizada a limpeza mecânica. Na sequência, no talude da rodovia estão previstas atividades de perfuração, instalação de grampos, aplicação de tela metálica, plantio de grama por hidrossemeadura e plantio de mudas de árvores. Já no talude a montante da estrada municipal, está prevista a execução de um muro de gabião.
Quanto ao Ponto 12, a solução prevista trata-se de uma cortina atirantada que está em fase de conclusão. Já no Ponto 14, a solução adotada consiste em execução do muro de gabião com reaterro em enrocamento de rachão, até a cota da rodovia, permitindo a reconstituição da plataforma viária.
Nos Pontos 15 e 16, a solução contemplou a execução de uma cortina atirantada. No Ponto 17, está em andamento a execução de uma cortina atirantada. Além disso, a solução também contempla a contenção do talude da rodovia com grampeamento, a instalação de tela metálica, o plantio de grama por hidrossemeadura e plantio de mudas de árvores.
Com relação ao Ponto 18, a solução contemplou um muro de gabião, com reaterro em enrocamento de rachão até a cota da rodovia, permitindo a reconstituição da plataforma viária.
Já nos Pontos 22 e 23, está sendo realizada a limpeza do local. A solução consiste na execução de um muro de gabião na crista e a implantação de camada de rip-rap de blocos de rocha na margem do arroio. Com relação ao Ponto N1, está sendo realizada a perfuração e instalação de grampos. A solução também prevê a aplicação concreto projetado.
Nos Pontos 20 e 36, a solução contemplou a execução de muro de gabião e enrocamento. Já no Ponto 35, está em andamento a execução do rip-rap de blocos de rocha ao longo de toda a margem fragilizada.
Além disso, já encontram concluídos ou em fase final, restando apenas serviços de acabamento, nos Pontos 01 (km 154+080 LD), Ponto 02 (km 155+120 LD), Ponto 07 (km 156+790 LE), Ponto 8 (km 157+360 LD), Pontos 9 e 10 (km 159+310 LE), Ponto 30 (km 168+180 LD), Ponto 32 (km 168+860 LE), Ponto 33 (km 168+950LE) Ponto 34 (km 170+020 LE).
No segundo, estão previstos três pontos de intervenção. Desses, dois encontram-se em andamento, compreendendo a execução de dispositivos de drenagem — com a implantação de sete bueiros em PEAD, com diâmetros de 1000 mm e 1200 mm, incluindo estruturas duplas em áreas de maior contribuição hidráulica —, além da execução de cortina atirantada entre os km 177+700 e 177+950.”
