O serviço de fonoaudiologia prestado por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) passa a atuar em três diferentes frentes, com o objetivo de ampliar e facilitar o acesso da população aos atendimentos. Os profissionais estão presentes no Centro Especializado de Saúde (CES), nas Equipes Multiprofissionais (eMultis) e no Serviço de Atenção Domiciliar (SAD). As atividades são coordenadas pela fonoaudióloga Jaqueline Garcia da Rocha Velho e ocorrem de segunda a sexta-feira.
Segundo dados da Secretaria da Saúde, atualmente, 1.914 pacientes aguardam atendimento na área, sendo 1.706 crianças e 208 adultos. A Fonoaudiologia atende diferentes questões relacionadas à comunicação humana, como problemas de voz, linguagem, audição e motricidade orofacial. O trabalho também envolve casos de dificuldades de deglutição e aprendizagem, dislexia e Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Antes da descentralização, cinco fonoaudiólogos realizavam os atendimentos exclusivamente no CES. Cada paciente tinha direito a 15 atendimentos, seguidos de mais 10 sessões. Quando havia necessidade de continuar o acompanhamento, era preciso fazer um novo encaminhamento e retornar para a fila de espera.
Com a implantação do novo modelo, a equipe foi ampliada para sete profissionais. A previsão é chegar a oito fonoaudiólogos em breve e, em médio prazo, incluir mais dois profissionais para atuar diretamente nos territórios.
Segundo a fonoaudióloga Jaqueline Garcia, o trabalho realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) tem algumas diferenças em relação ao atendimento no CES. Nessas unidades, a prioridade está nas ações coletivas de promoção da saúde, prevenção e acompanhamento das necessidades de cada território.
O trabalho também busca orientar familiares e cuidadores sobre como lidar com as necessidades de cada paciente. Para Jaqueline, a presença do fonoaudiólogo nos territórios permite conhecer melhor a realidade de cada pessoa atendida. Dessa forma, é possível considerar não apenas as questões de saúde, mas também fatores sociais que podem influenciar no tratamento. A descentralização também contribui para organizar as filas de espera e direcionar cada paciente para o serviço mais adequado.
Além dos atendimentos individuais, algumas ações coletivas já estão sendo realizadas nas UBSs e também em espaços das próprias comunidades.



