O cultivo do caqui ocupa atualmente quase 3 mil hectares no Rio Grande do Sul. Desses, cerca de 2,2 mil hectares estão concentrados na Serra Gaúcha, sendo Caxias do Sul um dos principais destaques, com cerca de 950 hectares e aproximadamente 447 famílias envolvidas na produção. O município lidera a produção regional, seguido por Farroupilha, com 250 hectares; Campestre da Serra, com 230 hectares; e Antônio Prado, com 150 hectares.
Neste ano, apesar de a safra ser considerada dentro da normalidade e positiva pela Associação Riograndense de Empendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS-Ascar), com quase 24 mil toneladas previstas, quantidade equivalente à última colheita, os produtores enfrentam desafios como o aumento nos custos de produção.
Conforme o assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, Thompsson Didoné, o período de pouca chuva não influenciou no tamanho da fruta, que é considerado satisfatório. Já o aumento no custo de produção está diretamente ligado à antracnose do caquizeiro, uma doença que exige mais tratamento, principalmente no caqui chocolate, como o Kyoto, aumentando a necessidade de investimentos em defensivos agrícolas.
Entre as cultivares mais plantadas estão o Fuyu, conhecido como chocolate branco, e o Kyoto, chamado de chocolate. Também há incentivo ao cultivo do caqui Rojo Brillante, uma variedade espanhola, principalmente em Farroupilha e Pinto Bandeira, destinada basicamente à exportação. As frutas são exportadas principalmente para a Europa, com destaque para a Espanha.
Em relação ao preço, Didoné ressalta que ainda é cedo para uma definição, já que o caqui permanece mais tempo armazenado em câmaras frias, permitindo uma comercialização mais tardia e com maior valor agregado. Alguns produtores estimam que o preço de venda possa se repetir em relação ao ano anterior, que ficou abaixo do esperado diante de uma supersafra, considerando que, neste ano, também não houve perdas significativas na produção.
