A preocupação com ataques de animais de rua ocorridos em Caxias do Sul, especialmente, envolvendo idosos e crianças, tem gerado mobilização de moradores em diferentes bairros e loteamentos da cidade. O tema chegou à Câmara Municipal nesta quarta-feira (22), quando líderes comunitários procuraram vereadores em busca de apoio e medidas para enfrentar a situação.
A reclamação já havia sido relatada por moradores de Caxias do Sul, durante o Jornal da Caxias, nesta semana, entretanto, o assunto envolve não apenas questões de segurança pública, mas também de bem-estar animal. Por essa razão, o assunto tem provocado debate entre autoridades e representantes da causa animal.
Em entrevista ao Jornal da Caxias desta quinta-feira (23), a vereadora Andressa Mallmann (PDT), ativista da causa animal no município, afirmou que os casos ou registros exigem uma análise conjunta entre proteção da população e responsabilidade no cuidado com os animais.
Segundo ela, a Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) e o Departamento de Proteção Animal (DPA) estão acompanhando as ocorrências relatadas e realizando apurações nos locais citados pelos moradores. A vereadora destacou que parte das situações reportadas ainda está em fase de verificação e que nem todos os casos apontam, até o momento, para ataques efetivos com mordidas ou ferimentos.
A parlamentar também ressaltou que o município tem intensificado ações de controle populacional, como castrações e microchipagem, com mais de 1,3 mil procedimentos realizados só este ano. De acordo com ela, as medidas contribuem para reduzir o abandono e melhorar o monitoramento dos animais na cidade.
A parlamentar também defendeu que o enfrentamento do problema passa por políticas públicas integradas, envolvendo educação ambiental, responsabilização de tutores e fortalecimento das ações de fiscalização e acolhimento. Também se mostrou otimista com o Novo Centro de Proteção Animal, ainda que acredite que o espaço deve ser encarado, apenas, como lar transitório e não permanente.
A vereadora orientou, ainda, que casos de emergência, como agressões ou maus-tratos em flagrante, sejam comunicados diretamente ao Departamento de Proteção Animal (DPA). Situações não emergenciais também podem ser denunciadas de forma anônima, com garantia de sigilo.
Confira a entrevista completa no Caxias Play.
