A reforma tributária começou a entrar em vigor no Brasil em 1º de janeiro de 2026, dando início a um período de teste real que muda a forma de cobrança dos impostos sobre o consumo no país. O novo modelo prevê a substituição gradual de tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS por dois novos impostos sobre valor agregado, a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). A mudança será feita de forma progressiva, com transição prevista até 2033.
Segundo o delegado da Receita Estadual em Caxias do Sul, Magno Friedrich, os sete anos de transição tendem a representar um grande desafio para as empresas, já que elas terão de atender, ao mesmo tempo, às exigências dos tributos atuais e das novas regras. Nesse cenário, cresce a busca por entender o que é a reforma tributária e como ela afeta situações do dia a dia, como o aluguel de imóveis. O delegado afirma que as novas regras já têm levado o setor imobiliário a rever contratos. Para as empresas, muda a forma de recolher impostos e muitas operações também vão precisar ser adaptadas. Já para o consumidor, a tendência é haver mais transparência, com os tributos aparecendo de forma mais clara no preço dos produtos e serviços.
O delegado ainda destaca que, com a mudança, tanto Caxias do Sul quanto o Rio Grande do Sul tendem a permanecer em situação semelhante em relação à arrecadação. A previsão é de pouca alteração e, se a economia se mantiver no cenário atual, Caxias do Sul inclusive pode até registrar algum ganho num primeiro momento
Por fim, o especialista da Receita Estadual avalia que, embora ainda em fase de adaptação, os primeiros relatos apontam que o novo modelo começa a ganhar estabilidade, com ajustes pontuais ao longo do processo. A experiência internacional com o IVA e o avanço da padronização no Brasil reforçam a expectativa de uma transição gradual, com potencial para tornar o sistema tributário mais simples e eficiente.
