A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) está ampliando a oferta de mamografias por meio de um mutirão que prevê a realização de 1.112 exames, com o objetivo de reduzir a demanda reprimida no município. A força-tarefa complementa os atendimentos regulares realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e deve contribuir para ampliar o acesso das mulheres ao diagnóstico precoce do câncer de mama.
Além do mutirão, a secretaria encaminhará 1.452 mamografias neste mês por meio dos contratos regulares com os hospitais Geral, Virvi Ramos e Pompéia. Somados, os dois atendimentos representam mais de 2,5 mil exames previstos. Atualmente, a fila de espera é de aproximadamente mil mamografias. Segundo o secretário da Saúde, Rafael Bueno, a estratégia busca superar esse volume e ampliar o cuidado com a saúde das mulheres.
No último sábado (17), Bueno visitou o setor de mamografia do Hospital Virvi Ramos, acompanhado de Mariana Seabra Souza Pereira, coordenadora-geral de Atenção à Saúde das Mulheres do Ministério da Saúde, e da diretora da instituição, Cleciane Doncatto Simsem. A visita teve como objetivo conhecer o funcionamento do serviço e acompanhar a execução dos exames. O Virvi Ramos integra, ao lado dos hospitais Geral e Pompéia, a rede de atendimento mantida pela SMS.
Durante o Outubro Rosa, a secretaria reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. A orientação é que as mulheres procurem a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência para obter informações e encaminhamentos para a realização da mamografia. O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil, e as chances de um tratamento bem-sucedido são maiores quando a doença é identificada precocemente.
Entre os principais sinais de alerta estão nódulos na mama ou na axila, alterações no formato do mamilo, retração da pele, secreção com sangue pelo mamilo e mudanças na pele, como o aspecto semelhante à casca de laranja. A idade é o principal fator de risco para o câncer de mama feminino, com aumento da incidência a partir dos 40 anos. Histórico familiar e fatores genéticos também podem elevar o risco, por isso alterações suspeitas devem ser avaliadas por um profissional de saúde.



