Após mais de dois meses de negociações para o dissídio coletivo, os metalúrgicos de Caxias do Sul aprovaram, por unanimidade, a contraproposta apresentada pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs). A decisão foi tomada durante assembleia realizada na noite de quinta-feira (23), no auditório da sede central do Sindicato dos Metalúrgicos, com a participação de mais de 300 trabalhadores.
O acordo prevê reajuste salarial de 6%, sendo 5,5% retroativos a 1º de junho, data-base da categoria, e os 0,5% restantes a partir de dezembro. Do índice total, 4,42% correspondem à reposição da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), enquanto 1,58% representam ganho real. Segundo o sindicato, o percentual é superior aos reajustes obtidos nas negociações de Bento Gonçalves (5,3%) e Porto Alegre (5,2%).
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul, Paulo Andrade, considerou a conquista histórica. Ele destacou que, além da aprovação do dissídio, o fim do monitoramento por vídeo direto nas linhas de produção que também foi conquistado. Segundo Andrade, a mobilização dos trabalhadores foi fundamental para alcançar esses avanços.
Os trabalhadores também aprovaram o novo piso salarial da categoria. O valor passa para R$ 2,3 mil na data-base e será elevado para R$ 2,5 mil a partir de janeiro de 2027. Em relação ao piso atual, de R$ 2.088, o aumento acumulado será de 19,73%. As negociações tiveram início após a entrega da pauta de reivindicações ao Simecs, em 20 de maio. Desde então, foram realizadas três reuniões da mesa de negociação. Paralelamente, o Sindicato dos Metalúrgicos promoveu assembleias em frente às fábricas, três assembleias gerais extraordinárias e outras ações de mobilização.



