Uma semana após a normalização dos serviços, médicos das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Central e Zona Norte de Caxias do Sul voltaram a paralisar parcialmente os atendimentos devido à falta de pagamento. A nova mobilização teve início nesta segunda-feira (1º) e afeta o atendimento de pacientes nas duas unidades.
No final de maio, a categoria já havia realizado uma paralisação pelos mesmos motivos. Na ocasião, os atendimentos foram retomados no dia 25 após uma reunião entre representantes da Prefeitura de Caxias do Sul e dos médicos, quando foi firmado um acordo prevendo a normalização dos serviços e o compromisso conjunto de buscar uma solução para as pendências salariais.
Segundo os profissionais, no entanto, os pagamentos acordados ainda não foram regularizados, o que motivou a nova greve.
Com a paralisação, as UPAs Central e Zona Norte estão atendendo exclusivamente casos de urgência e emergência. As unidades são administradas pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas). A reportagem entrou em contato com a instituição, que até o momento não se manifestou sobre a situação. Também foi solicitado posicionamento ao Sindicato dos Médicos. O secretário da Saúde, Rafael Bueno, foi contatado e comunicou à reportagem que estava em uma reunião com o prefeito em que o assunto seria tratado.
Conforme a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), são considerados casos de urgência e emergência aqueles que apresentam risco à vida ou possibilidade de agravamento rápido do quadro clínico, exigindo atendimento imediato. Entre eles estão dor no peito com suspeita de infarto, falta de ar intensa, suspeita de acidente vascular cerebral (AVC), convulsões, hemorragias, acidentes e traumas, perda de consciência, crises hipertensivas graves, febre alta acompanhada de intensa prostração, desidratação grave, queimaduras, crianças com sinais de agravamento clínico e pacientes com risco iminente de piora do estado de saúde.
Pacientes que não se enquadram nesses critérios devem buscar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou aguardar a normalização dos serviços nas UPAs.
