O Ibama emitiu um parecer, com quase 200 páginas, sobre o Estudo de Impacto Ambiental da instalação do porto, no litoral norte gaúcho. O órgão requer adequações e complementações no estudo, além de uma alternativa na configuração do equipamento para reduzir possíveis impactos que uma obra deste tamanho possa gerar. O ofício também cita um aprofundamento sobre os riscos climáticos eventuais, considerando a posição geográfica na região de Arroio do Sal.
O consórcio responsável pelo Porto Meridional emitiu uma nota, nesta terça-feira (25), destacando que o pedido do Ibama requer ” aprofundamento de estudos, incluindo aspectos de caracterização do empreendimento, alternativas locacionais e tecnológicas, dinâmica costeira, análise de riscos e medidas de controle e mitigação, exigências essas atinentes à característica do empreendimento.” O diretor jurídico, André Busnello, assina a nota encaminhada à imprensa onde reafirma a confiança em tudo que foi produzido de pesquisas até o momento, em um documento técnico de quase três mil páginas, com plano de gestão robusto e que vai ser complementado a partir dos apontamentos do órgão ambiental brasileiro. Ao todo, serão 36 programas de monitoramento, com investimentos acima de R$ 50 milhões.
O Porto Meridional prevê um investimento privado de R$ 6,5 bilhões, podendo gerar até 2 mil empregos diretos. A expectativa é que ele tenha capacidade de movimentar 53 milhões de toneladas de cargas por ano e é visto como fundamental para alavancar a economia da Serra, por sua proximidade com a região.



