A greve prevista pelo Sindicato dos Médicos de Caxias do Sul nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Central e Zona Norte, a partir de quinta-feira (1º), não se concretizou. A previsão era de manutenção apenas dos atendimentos de urgência e emergência. Conforme informado pelo Sindicato nesta sexta-feira (2), a paralisação foi suspensa após solicitação do prefeito Adiló Didomenico e por orientação do departamento jurídico. Com isso, os médicos permanecem em estado de greve.
O estado de greve sinaliza que uma paralisação poderá ser deflagrada caso as negociações não avancem. Segundo o Sindicato, a decisão considera algumas condições. Entre elas, a continuidade de supostas provocações e ameaças atribuídas ao preposto Paulo, da empresa Santé; eventual demissão ou retirada da escala de qualquer médico; e uma possível redução na remuneração dos profissionais no dia do pagamento.
Ainda conforme a representação, caso alguma dessas situações ocorra, os médicos poderão iniciar imediatamente a paralisação e recorrer à Justiça do Trabalho. No comunicado que previa a greve a partir de quinta-feira, o Sindicato apontava como motivo a conduta da empresa terceirizada Santé.
Segundo a entidade, um funcionário identificado como Paulo estaria “intimidando e ameaçando cotidianamente os médicos das UPAs de punição ou demissão”, além de ter comunicado aos profissionais que haveria redução nas remunerações. Em nota emitida na ocasião, a Fundação Universidade de Caxias do Sul (FUCS), responsável pela gestão das unidades, afirmou que o atendimento nas UPAs Central e Zona Norte seguia normalmente e que não havia previsão de redução ou interrupção dos serviços.



