Uma nova medida do governo italiano deve facilitar a emissão da carteira de identidade eletrônica para cidadãos italianos residentes no exterior, eliminando a exigência de deslocamento à Itália para obter o documento. A iniciativa representa um avanço para milhares de descendentes que vivem fora do país, especialmente na Serra Gaúcha, uma das regiões brasileiras com maior concentração de famílias de origem italiana.
Conforme a coordenadora de atendimento da Nostrali – Cidadania Italiana, Jessica Tortelli, a mudança beneficia quem já possui o reconhecimento da cidadania italiana. Até recentemente, a emissão da carteira de identidade era restrita a cidadãos residentes na Itália. Desde junho deste ano, o documento passou a poder ser solicitado também por italianos que vivem no exterior, por meio dos consulados que já disponibilizam o serviço ou durante estadias em território italiano, mesmo sem residência fixa no país.
No Brasil, os consulados de São Paulo e do Rio de Janeiro já iniciaram a emissão da carteira de identidade eletrônica. Em Porto Alegre, responsável pelo atendimento aos moradores do Rio Grande do Sul, a expectativa é de que o serviço comece a ser oferecido ainda neste ano. A orientação é que os cidadãos acompanhem os canais oficiais do consulado para verificar a abertura dos agendamentos.
Durante a entrevista, Jessica também abordou as recentes mudanças nas regras para o reconhecimento da cidadania italiana. Segundo ela, o tema segue em discussão na Justiça europeia, mas decisões recentes dos tribunais italianos têm garantido o direito de reconhecimento para pessoas que já haviam manifestado interesse em iniciar o processo antes das alterações promovidas pelo governo italiano.
Para os descendentes que ainda não ingressaram com o pedido de cidadania, a recomendação é iniciar a organização da documentação que comprova a linha de descendência, reunindo certidões de nascimento, casamento e demais registros familiares. Após essa etapa, a documentação deve passar por análise técnica para definição da modalidade de reconhecimento. Atualmente, para a maioria dos descendentes, o procedimento ocorre por via judicial na Itália e tem prazo médio de aproximadamente três anos até a conclusão.
Confira a entrevista completa aqui.





