Antes mesmo do anúncio de um super El ninõ, neste segundo semestre de 2026, as seguradoras brasileiras já vinham ampliando sua oferta de soluções, em termos de proteção financeira, contra eventos climáticos adversos, na Região Sul do país, inclusive, por meio de parcerias com cooperativas de crédito. A iniciativa, ao que tudo indica, busca facilitar o acesso dessas famílias, e de também de pequenos empreendedores, a seguros residenciais e empresariais, em um cenário marcado pelo aumento da preocupação com eventos extremos, após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, em 2024.
No modelo B2B2C, as seguradoras integram os produtos diretamente aos canais das cooperativas, permitindo que a contratação seja realizada no mesmo ambiente em que os cooperados utilizam outros serviços financeiros.
Segundo o CEO da 180 Seguros, Mauro Levi D’Ancona, os desastres climáticos registrados no Estado provocaram uma mudança na percepção da população em relação à importância da proteção financeira. Conforme ele, houve crescimento na procura por seguros residenciais nas áreas atingidas.
“O mais importante não é apenas o aumento da procura, mas o que ele representa. Muitas pessoas sempre souberam que o risco existia, porém não tinham acesso ao seguro. Após as enchentes, famílias que nunca haviam considerado esse tipo de proteção passaram a buscar informações dentro das cooperativas, onde já mantêm seu relacionamento financeiro”, afirma.
A companhia destaca que a parceria com as cooperativas facilita o acesso aos seguros pela relação de confiança construída com os cooperados ao longo dos anos. Entre os produtos oferecidos estão o seguro residencial, voltado à proteção do patrimônio das famílias, e o seguro prestamista para empresas, que pode quitar ou reduzir dívidas contratadas junto à cooperativa em situações previstas na cobertura.
De acordo com D’Ancona, a tecnologia desenvolvida pela empresa também contribui para tornar a contratação mais simples. A utilização de inteligência artificial permite personalizar coberturas e preços conforme o perfil do cooperado, além de agilizar processos como a comunicação de sinistros e o pagamento de indenizações.
“O objetivo é reduzir a burocracia e acelerar o atendimento. Em um desastre, a rapidez no pagamento da indenização pode ser determinante para que famílias e pequenos negócios consigam se recuperar”, destaca.
A seguradora afirma que também está investindo no uso de dados climáticos para aperfeiçoar a precificação dos seguros e ampliar a oferta de coberturas em regiões mais suscetíveis a eventos extremos. A estratégia, segundo a empresa, busca expandir a proteção financeira em um mercado onde a contratação de seguro residencial ainda é considerada baixa.
Na avaliação da 180 Seguros, ampliar o acesso a esse tipo de proteção pode contribuir para reduzir os impactos econômicos causados por desastres naturais e acelerar a recuperação das comunidades afetadas.



