O projeto de construção dq Policlínica em Caxias do Sul, que tinha prazo até o último dia 22 de julho para adequações no edital após apontamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), teve o prazo prorrogado até 31 de outubro. A mudança no cronograma foi confirmada nesta segunda-feira (27) e articulada pela deputada federal Denise Pessôa (PT), após o prefeito Adiló Didomenico anunciar a desistência do projeto em razão da atual situação financeira do município. Na ocasião, o chefe do Executivo afirmou que a federalização do Hospital Saúde seria a alternativa mais adequada.
Conforme o secretário municipal da Saúde, Rafael Bueno, a prorrogação permitirá uma reavaliação das questões técnicas relacionadas à Policlínica em conjunto com as demais secretarias. Em entrevista anterior à Rádio Caxias, o secretário explicou que o principal entrave para a construção foi a constatação de que o terreno escolhido, definido antes de estar à frente da pasta, é um antigo aterro. Segundo ele, seriam necessárias diversas intervenções, como perfurações e melhorias no solo, com investimento estimado em R$ 5 milhões apenas para adequar a área.
Além disso, a Secretaria Municipal da Saúde foi contemplada pelo Programa de Eficiência Energética do Grupo CPFL Energia, que prevê a instalação de uma usina fotovoltaica justamente no terreno destinado à Policlínica. Com isso, será necessário definir uma nova área para a construção da unidade.
Sem a prorrogação e com a desistência definitiva do projeto, os R$ 17,3 milhões destinados pelo Governo Federal para a construção da Policlínica seriam perdidos. O investimento total está estimado em cerca de R$ 30 milhões, dos quais aproximadamente R$ 11 milhões correspondem à contrapartida do município. A unidade deverá oferecer serviços de Atenção Especializada à Saúde de média complexidade, incluindo consultas, exames e pequenas cirurgias. Caxias do Sul é um dos dois únicos municípios gaúchos contemplados com o projeto.
Anunciada em julho do ano passado, a Policlínica teve o local de implantação alterado do bairro Esplanada para uma área no bairro Sanvitto. Em fevereiro deste ano, o município foi informado de que precisaria aportar uma contrapartida de aproximadamente R$ 11 milhões para dar continuidade ao processo licitatório. O edital para a construção foi lançado em março, mas foi revogado em 20 de maio após apontamentos do Tribunal de Contas do Estado, que considerou inadequado o critério de técnica e preço adotado para uma obra de engenharia comum. Em 16 de julho, o prefeito anunciou a desistência do projeto.



