A suspensão da licitação da primeira etapa do Canaliza Caxias repercutiu na sessão da Câmara de Vereadores desta terça-feira (9). O tema foi levado à tribuna pela vereadora Daiane Mello (PL), que demonstrou preocupação com os sucessivos atrasos na execução das obras destinadas a reduzir os alagamentos em diferentes regiões do município. Durante o debate, o vereador João Uez (Republicanos), integrante da base governista e ex-diretor-presidente do Samae, também criticou a condução do processo e cobrou mudanças na equipe da administração municipal.
Daiane relembrou que o programa foi lançado em abril de 2025 com a promessa de executar um amplo conjunto de intervenções de drenagem. Segundo a parlamentar, desde então o cronograma tem acumulado atrasos, gerando frustração nas comunidades que aguardam as obras.
A vereadora também questionou a viabilidade das futuras etapas do programa, especialmente em locais onde os projetos ainda não foram elaborados. A demora na contratação das primeiras obras aumenta a preocupação da população e dificulta a resposta aos moradores que aguardam soluções para os recorrentes problemas de drenagem.
Em sua manifestação, João Uez afirmou compartilhar da preocupação e lembrou que participou da concepção do Canaliza Caxias ao lado do prefeito Adiló Didomenico. Segundo ele, os recursos para a execução das obras já estão garantidos por meio do Samae e foram arrecadados com tarifas pagas pela população.
O republicano ressaltou que houve um longo trabalho de elaboração dos projetos técnicos, mas teceu críticas a lentidão na condução do processo licitatório. Uez subiu o tom e direcionou sua fala à equipe do governo municipal, pedindo mudanças na administração.
O parlamentar afirmou confiar na capacidade do prefeito, mas defendeu uma reestruturação interna para garantir que obras consideradas estratégicas para a cidade avancem efetivamente.
A licitação da primeira etapa do Canaliza Caxias foi suspensa nesta segunda-feira (8) após reavaliação da Secretaria de Obras, que decidiu dividir o processo em lotes regionais. A medida foi adotada após questionamentos do Ministério Público sobre a contratação de 16 intervenções em um único lote.
