Na noite desta terça-feira (08), o Caxias apresentou um documento de transformação do futebol profissional para Sociedade Anônima do Futebol. Contudo, o arquivo cita que a mudança não está atrelada à venda, à transferência de controle ou à entrada de investidores.
De acordo com o que foi divulgado pelo clube, a ideia é estruturar antes de negociar. A construção do modelo está baseada em princípios estipulados pelo grená. “Dessa forma, os interesses institucionais do Caxias ficam assegurados. Se e quando decidir avaliar um investimento, o Clube chegará à mesa conhecendo o próprio ativo melhor do que qualquer interessado”, afirma o documento.
A elaboração foi realizada por uma equipe de consultoria contratada pelo Caxias. A parte jurídica fica a cargo do escritório Campos Mello Advogados, com atuação em direito societário e no futebol, além de possuir experiências em SAF no Brasil.
O arquivo aponta que não haverá alteração em nome, escudo, sede, hino, mascote e história. O estádio Francisco Stédile, o Centenário, também permanece como propriedade da Associação. Essa definição já foi tomada pelo Comitê de Transformação: a matrícula do estádio não será transferida.
Os elementos pontuados pelo grená para tornar-se SAF são: proteção do patrimônio do clube, acesso a capital, regime próprio do futebol, administração com responsabilidade pessoal, continuidade além dos ciclos da gestão, futuro em aberto e com o Caxias no comando. Toda decisão e implementação precisa passar pelo Conselho Deliberativo.


