A reunião realizada na manhã desta quarta-feira (9) pela Secretaria de Planejamento e Parcerias Estratégicas (Seplan) com o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural (Compahc), que debateu o projeto de intervenção emergencial no telhado do bloco 1 da Maesa, após laudos apontarem risco de colapso da estrutura, resultou no agendamento de uma nova reunião extraordinária para o próximo dia 23 de setembro.
Conforme a presidente do Compahc, Geovana Erlo, durante a reunião, parte dos integrantes demonstrou resistência à proposta, especialmente porque o projeto não deixa claro quais intervenções serão realizadas na estrutura sem comprometer o patrimônio. Entretanto, grande parte se mostrou favorável à intenção diante da situação emergencial, mas defendeu alterações no projeto para garantir a preservação da edificação.
A presidente salienta que foram realizados dois pedidos de vista por parte do Sindicato dos Servidores Municipais de Caxias do Sul (Sindiserv) e do Diretório Central de Estudantes da Universidade de Caxias do Sul (DCE). O Sindiserv, que atuava como revisor, não conseguiu concluir a análise dentro do prazo devido ao curto período disponível e às dúvidas surgidas sobre o projeto. Já o DCE solicitou mais tempo para discutir o posicionamento com a entidade. Diante dos pedidos e da necessidade de uma definição em razão da urgência, foi marcada uma reunião extraordinária do Compahc, quando o projeto deverá voltar à discussão e ser deliberado.
Segundo Geovana, a Prefeitura tinha conhecimento sobre o risco de colapso da estrutura do bloco 1 e de outros blocos desde 2024, quando um parecer elaborado pela arquiteta responsável teria sido encaminhado. Ela destaca que o laudo do engenheiro de estruturas foi encaminhado em janeiro deste ano, e o primeiro parecer da Divisão do Patrimônio, realizado em fevereiro, apontou ausências no projeto. A solicitação das correções à Seplan foi realizada em julho.
No final de agosto, o material retornou sem as correções e com um pedido de encaminhamento ao conselho, diante da necessidade de uma apreciação em caráter de urgência. A presidente questiona a pressa para aprovar agora um projeto cuja urgência já era de conhecimento anteriormente e que contava com recursos de emenda garantidos desde 2023.
O bloco 1, que deve abrigar o Museu do Trabalho e da Indústria, faz parte da área central do complexo e não corresponde à área de concessão. A reforma já possui recursos garantidos por meio de emenda parlamentar no valor de R$ 900 mil. Após a aprovação do Compahc, a proposta deve ser encaminhada à Central de Licitações (Cenlic). Na última semana, a Secretaria apresentou o projeto à Comissão Especial para Acompanhamento da Maesa, formada por representantes de diversas entidades.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Caxias do Sul afirmou que aguarda a posição do Comphac sobre a aprovação do projeto.



