Pesquisa realizada no âmbito da Escola Marcopolo de Criatividade ouviu 1.044 jovens da comunidade, entre 15 a 29 anos. Entre as respostas, chamou a atenção o fato de que 67% dos jovens afirmaram que deixariam Caxias se pudessem. Sonhos, medos, percepções sobre a cidade e os anseios nortearam os questionamentos.
Os dados foram apresentados pelo gerente da Fundação Marcopolo, Luciano Balen, que abordou os desafios para tornar as cidades mais preparadas para o futuro, com atenção especial ao papel da juventude. A apresentação ocorreu durante a RA (Reunião-Almoço) da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias), nesta segunda-feira (17).
Com o tema “Cidades para o futuro: juventude e desafios”, um entusiasmado Balen prometeu e entregou uma palestra com o coração e não técnica. Ele abordou questões relacionadas às novas gerações e à construção de ambientes urbanos capazes de responder às transformações sociais e aos desafios dos próximos anos.
Entre as ações para que os jovens permaneçam e contribuam para transformar o futuro da cidade, Balen apontou a necessidade de ouvir a juventude e gerar oportunidades.
O levantamento revela o contraste de que 81% acreditam na possibilidade de uma vida próspera no futuro e mais de 80% dizem gostar de Caxias. Entre os dados informados também estão que 44% que não leem livros, 24% que não têm vida cultural ativa e 38% deles se consideram ansiosos algumas vezes.
Balen apontou que a melhor forma de educar não é falando, mas sim dando o exemplo. Citou como modelo a ser seguido a cidade colombiana de Medellín, que teve uma virada de chave em diversos setores e hoje é a segunda cidade mais visitada da América do Sul, atrás apenas do Rio de Janeiro.
Ele defendeu uma cidade educadora e disse que a Fundação Marcopolo está de portas abertas para parcerias.





