Durante o mês dedicado à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de mama, a campanha Outubro Rosa reforça a importância da conscientização sobre a doença. A iniciativa busca alertar as mulheres e a sociedade para a adoção de medidas preventivas, a realização de exames e a identificação precoce do câncer de mama. Nos últimos anos, a campanha também passou a ampliar a atenção para a prevenção e o diagnóstico do câncer do colo do útero.
É recomendado que mulheres de 50 a 69 anos façam uma mamografia a cada dois anos, exame este que consiste em uma radiografia das mamas capaz de detectar alterações suspeitas. Porém a confirmação do câncer de mama é feita pelo exame histopatológico (biópsia), que analisa um pequeno fragmento retirado da lesão. Este exame é garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A reportagem da Rádio Caxias conversou com a mastologista, Dra. Vitória Michelin, para esclarecer os principais fatores de risco associados ao desenvolvimento do câncer de mama. Segundo a especialista, o principal fator de risco está relacionado ao próprio fato de ser mulher, e a probabilidade de desenvolver a doença aumenta com o avanço da idade.
Entre os demais fatores de risco estão o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, a primeira menstruação em idade muito precoce, não ter tido filhos, não ter amamentado e entre outros fatores. A médica também destaca a importância do histórico familiar, já que a presença de casos de câncer de mama na família pode aumentar o risco de desenvolvimento da doença.
Vitória ressalta que a presença de fatores genéticos ou de risco não significa que a mulher necessariamente desenvolverá câncer de mama. Além disso, muitos casos diagnosticados não apresentam nenhum fator de risco específico identificado.
A mastologista também destaca que a adoção de hábitos saudáveis pode contribuir para a prevenção do câncer de mama, como a prática regular de atividades físicas, a não utilização de tabaco, a redução do consumo de bebidas alcoólicas e a manutenção de uma alimentação equilibrada. A especialista reforça ainda a importância de as mulheres realizarem acompanhamento médico periódico, pelo menos uma vez ao ano, além de manterem os exames preventivos em dia, como forma de reduzir fatores de risco e favorecer o diagnóstico precoce da doença.
O Brasil registrou 21.668 mortes por câncer de mama em 2025, o maior número da série histórica. Dados recentes do levantamento Panorama da Atenção ao Câncer de Mama mostram que sete em cada dez mulheres jovens (20 a 29 anos) descobrem a doença em estágio avançado (estágios 3 ou 4) na rede pública. No geral, cerca de 51% dos casos no SUS são diagnosticados tardiamente.



