Após anos de planejamento, captação de recursos e tramitação dos processos licitatórios, o projeto do Aeroporto Regional da Serra Gaúcha deu mais um passo decisivo nesta sexta-feira (3). A Prefeitura de Caxias do Sul assinou o contrato com o Consórcio Serra Gaúcha – Vila Oliva, responsável pela execução da primeira etapa das obras. A fase inicial contempla a implantação da infraestrutura operacional do chamado “Lado Ar”, que inclui pista de pouso e decolagem, pistas de táxi, pátio de aeronaves e serviços de terraplenagem.
O contrato foi firmado com o consórcio liderado pela empresa Terracom Construções Ltda., vencedor da licitação ao apresentar proposta de R$ 143.084.964,66. A primeira etapa terá prazo de execução de 36 meses e será custeada com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal. Segundo a prefeitura, cerca de R$ 200 milhões já estão assegurados para o empreendimento, dos quais R$ 50 milhões já foram repassados ao município e estão disponíveis para o início das obras.
Durante a assinatura, o prefeito Adiló Didomenico destacou que o aeroporto terá caráter regional e será estratégico para o desenvolvimento econômico da Serra Gaúcha. Conforme ele, além de impulsionar o turismo e o transporte de cargas, o novo terminal poderá servir futuramente como alternativa operacional ao Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre.
O projeto prevê uma pista de pouso e decolagem com 1.930 metros de comprimento e 45 metros de largura, permitindo a operação de aeronaves de passageiros e de carga. A estrutura também contará com um pátio de aeronaves superior a 31 mil metros quadrados e estacionamento com capacidade para aproximadamente 500 veículos, compondo toda a infraestrutura necessária para o funcionamento da área operacional do aeroporto.
Enquanto a primeira fase começa a sair do papel, a administração municipal já busca recursos para a execução da segunda etapa, denominada “Lado Terra”. Essa fase compreenderá a construção do terminal de passageiros, áreas de embarque e desembarque, estacionamento definitivo, instalações do Corpo de Bombeiros e demais estruturas de apoio. Nesta semana, o vice-prefeito Edson Nespolo apresentou o projeto à bancada gaúcha no Congresso Federal, solicitando a destinação de R$ 160 milhões em emendas parlamentares para viabilizar essa nova etapa.
Paralelamente, a prefeitura também mantém tratativas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a elaboração de estudos de viabilidade que poderão subsidiar uma futura concessão da operação do aeroporto. A expectativa da administração municipal é que a empresa inicie nas próximas semanas a mobilização do canteiro de obras, com a instalação da estrutura operacional e o início da movimentação de terra. Conforme o prefeito, o município já providenciou a infraestrutura básica necessária, como abastecimento de água e energia elétrica, para permitir que os trabalhos avancem o mais rapidamente possível.
