O governador Eduardo Leite (PSD) apresentou no dia 30 de março, em solenidade no Palácio Piratini, o Projeto RS Saneamento. Em elaboração pela Secretaria da Reconstrução Gaúcha (Serg), a proposta prevê repassar à iniciativa privada atividades relacionadas à implantação, expansão, operação e manutenção dos sistemas de água e de coleta e tratamento de esgoto em 176 municípios que não são atendidos pela Corsan/Aegea.
Contudo, a possibilidade foi fortemente criticada pelo vereador João Uez (Republicanos) na Câmara de Vereadores. Ele apontou que um projeto de lei do governo do Estado deve ser encaminhado à Assembleia Legislativa (ALRS) e se aprovado, poderia fazer com que o Samae de Caxias do Sul, fosse privatizado.
O parlamentar, ex-diretor-presidente da autarquia, confirmou a possibilidade em entrevista ao Jornal da Caxias. Ele informou que Caxias é a primeira cidade da lista de uma possível privatização caso a ALRS aprove o projeto. Apontou ainda a necessidade de utilizar a força política da cidade, com apoio da população, para não entregar um dos maiores patrimônios de Caxias.
Uez ainda afirmou que, em caso de privatização, o lucro, que hoje vai para melhorias no abastecimento da cidade, irá para acionistas. Acrescentou que diversos investimentos serão perdidos e apontou a importância do serviço ter proximidade com a população.
Segundo o republicano, uma Frente Parlamentar será criada no Legislativo caxiense, com a adesão de todos os vereadores. Na mesma linha, uma moção de repúdio também está sendo organizada. Ele garantiu que o tema é uma questão acima de partidos e do período eleitoral.
O vereador ainda informou que o objetivo é pressionar para que o projeto não vá para votação na Assembleia gaúcha, e, se caso for, não seja aprovado. Ele não acredita em uma reversão jurídica após eventual aprovação. Os parlamentares caxienses também devem ir a Porto Alegre pressionar o governo e os deputados estaduais.
Acompanhe, em áudio e vídeo, a entrevista na íntegra ao Programa Jornal da Caxias desta segunda-feira (13)
