O processo de reconstrução da Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes, em Flores da Cunha, ganhou um importante capítulo no último sábado (20), quando cerca de 20 voluntários participaram de um mutirão de limpeza no templo atingido por um incêndio em 25 de maio. Vinte e seis dias após o sinistro, a comunidade deu início às primeiras ações práticas de recuperação do espaço, transformando a mobilização coletiva em um símbolo da retomada de um dos principais patrimônios religiosos, históricos e culturais de Flores da Cunha.
A ação reuniu integrantes da equipe administrativa da paróquia, membros de pastorais e movimentos da comunidade, além da comissão de Reconstrução da Igreja Matriz. A prefeitura de Flores da Cunha colaborou com a disponibilização de maquinário para auxiliar na remoção de materiais. Os voluntários realizaram a separação e identificação de itens que poderão contribuir para os futuros trabalhos de restauração e para a preservação da memória deste momento. Entre os materiais recuperados estavam bancos que resistiram ao incêndio, os dois confessionários e diversas imagens sacras atingidas pelo fogo e pela fumaça.
Ao longo da tarde, os esforços se concentraram na retirada de cinzas, carvão e outros resíduos deixados pelo incêndio. Segundo o coordenador das obras e responsável pelo acompanhamento dos trabalhos de restauração, Lucas Carenhato, esta é a primeira etapa do processo de reconstrução.
Com a conclusão do mutirão, o templo ficou preparado para receber as próximas intervenções técnicas. Paralelamente, avançam os preparativos para a elaboração dos projetos de recuperação. A empresa responsável pelos estudos já foi contratada e deverá iniciar nos próximos dias o escaneamento completo da estrutura, criando um banco de dados digital que servirá de base para as avaliações técnicas. Na sequência, especialistas irão analisar os elementos estruturais e estéticos da igreja para definir quais poderão ser preservados e quais precisarão ser substituídos.
Todo o processo é acompanhado pela Comissão de Reconstrução da Igreja Matriz, formada por membros da comunidade e com apoio técnico da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Flores da Cunha (AFEARQ). A expectativa é que a reconstrução seja concluída até 24 de dezembro de 2027.
