A chegada dos dias mais frios reforça a atenção voltada às pessoas em situação de rua em Caxias do Sul. Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania projeta a ampliação de 30 novas vagas nas casas de acolhimento a partir do mês de maio. Atualmente, o município disponibiliza 130 vagas mensais para essa população.
Conforme explica a diretora de Proteção Social Especial de Alta Complexidade, Franciele Roso, a ampliação das vagas deve ocorrer de forma gradativa, conforme a demanda. Em caso de necessidade, parceiros também poderão ser acionados para buscar alternativas emergenciais de acolhimento.
Em relação à possível reabertura da casa de acolhimento Núcleo do Olhar Solidário (N.O.S.), fechada há pouco mais de seis meses após a morte de um educador social no local, o espaço, que era administrado pela FAS, atual secretaria, e pelo Mão Amiga, ainda não tem previsão para retomar as atividades. Segundo a diretora, as vagas extras e emergenciais buscam justamente atender ao aumento da procura durante o período de frio mais intenso, quando os serviços de acolhimento registram maior demanda e devem seguir nos próximos três meses.
Atualmente, o município conta com três serviços de acolhimento, divididos em diferentes modalidades. Um deles é a Casa de Passagem São Francisco de Assis, localizada no bairro Cinquentenário, próxima ao POP Rua, com capacidade para atender 40 pessoas. O espaço funciona 24 horas por dia e oferece moradia transitória. As pessoas podem permanecer no local por até 90 dias, ou por mais tempo, conforme avaliação técnica.
Outro serviço é o Programa de Apoio à Saída das Ruas, localizado no bairro Cidade Nova, que atualmente atende 50 pessoas. Também se trata de uma moradia transitória, mas voltada especialmente para quem já está em processo de autonomia, ou seja, inserido no mercado de trabalho, com atendimentos de saúde encaminhados e com uma saída das ruas mais consolidada.
Além disso, há o Projeto Bom Samaritano, que funciona em regime de pernoite e atualmente atende 40 pessoas que buscam apenas abrigo noturno e ainda estão em processo de sensibilização para ingressar em um serviço de acolhimento continuado. Nesse atendimento, é construído um plano individual, com foco na saída qualificada da situação de rua.
