A saúde financeira das organizações sem fins lucrativos e que realizam diversos atendimentos de assistência social em Caxias do Sul está entrando em uma fase complicada. Sem receber os repasses do Executivo Municipal, muitas já utilizaram suas reservas financeiras para realizarem os pagamentos dos profissionais referente ao mês de junho. Valores que eram uma salvaguarda para pagar férias, 13º salário e possíveis rescisões, agora não existem mais. Na reunião do Conselho Municipal de Assistência Social, nesta quinta-feira (9), a resposta da Secretaria de Assistência Social e Cidadania (SMASC) não foi avaliada como positiva.
O secretário-ajunto da SMASC, Rafael Vieira, explicou, durante o encontro, que desde novembro do ano passado o repasse do Executivo à Secretaria mudou e com a contenção de gastos perdeu a previsibilidade. Vieira ressaltou que foram realizadas alterações dos processos internos da pasta, redução de horas extras e também há atrasos no pagamento de fornecedores que chegam a 45 dias. Por isso, não há como afirmar quando esse repasse às entidades será feito.
A presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, Josiéle de Lima Nunes, afirma que vai seguir pressionando o Executivo. As entidades atendem diretamente 1.510 pessoas, em Caxias. Segundo Josiéle, ainda em maio, ela enviou um ofício à Prefeitura sobre as preocupações em relação aos pagamentos dessas organizações e resposta dada nesta quinta-feira ficou bem aquém do esperado.
Durante a reunião, a SMASC explicou que os repasses vão ser feitos conforme a necessidade das entidades. Como eles possuem o extrato de todas as ONGs, vão ser priorizadas àquelas que não possuem mais recursos em caixa para arcar com a folha de pagamento. Na próxima segunda-feira (13), o secretário Mauro Trojan e o adjunto Rafael Vieira vão ter uma reunião com o Grupo de Trabalho criado para organizar as finanças municipais, a expectativa que se tenha uma resposta sobre o orçamento da pasta e se retome a previsibilidade dos recursos.
