Os moradores da Vila São Pedro, no distrito de Vila Cristina, no interior de Caxias do Sul, enfrentam dificuldades recorrentes com a elevação do nível do Arroio Pinhal. Nesta terça-feira (28), em razão da forte chuva que atinge a região, a ponte provisória construída voltou a ficar submersa. Diante da situação, uma parceria em andamento entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Caxias do Sul deve viabilizar a retirada de 17 famílias que vivem no local.
A iniciativa prevê a construção de 17 moradias pelo Estado. Já a Prefeitura ficará responsável pela cedência de um terreno no Loteamento Morada do Valle, no bairro Jardim Oriental. Conforme o secretário municipal da Habitação, Silvio Daniel da Silva, a situação da comunidade sempre esteve entre as prioridades da pasta. Ele destaca que, como a área pertence ao Estado, é necessária uma atuação conjunta entre os dois entes, com a realização de diversas reuniões para viabilizar a solução.
Segundo o secretário, a Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária (Sehab) está realizando uma licitação para contratar a empresa responsável pela construção das moradias por meio do método construtivo modular. As propostas serão analisadas em pregão eletrônico marcado para as 9h desta quinta-feira (30).
Com as 17 famílias contempladas, as outras cinco que permanecem na comunidade já estão cadastradas em outro programa habitacional financiado com recursos da Defesa Civil Nacional. Atualmente, a Secretaria Municipal presta apoio no processo licitatório para a construção das casas, que também serão erguidas no Loteamento Morada do Valle. Ainda no ano passado, outras nove famílias da Vila São Pedro foram beneficiadas com novas moradias por meio do programa Minha Casa, Minha Vida Reconstrução, enquanto outra família foi removida e está em uma unidade habitacional provisória do município.
A área da Vila São Pedro passou a ser propriedade do Governo do Estado após uma execução fiscal contra uma antiga empresa. Com o passar dos anos, o local foi ocupado. Em 2024, o Estado foi condenado a garantir infraestrutura na área. No entanto, após a enchente de maio daquele ano, grande parte da vila foi classificada como área de alto risco, tornando necessária a remoção das famílias.
A enchente também destruiu a ponte de acesso à BR-116. Os moradores ficaram quatro meses sem passagem para veículos, até que, em agosto, um acordo entre o Ministério Público e a Prefeitura permitiu a construção de uma passagem provisória, utilizada até hoje. Sempre que o nível do Arroio Pinhal sobe, porém, a estrutura volta a ficar submersa, comprometendo novamente o acesso da comunidade.



