As mudanças climáticas e eventos extremos, como enchentes e ondas de calor, ampliam os riscos à saúde e aumentam a pressão sobre os serviços de atendimento. Especialistas defendem o fortalecimento da prevenção, da vigilância e da preparação dos serviços de saúde.
Durante enchentes, o contato com água contaminada pode favorecer doenças como leptospirose, hepatite A, diarreias e outras infecções. A situação pode se agravar com a interrupção de serviços essenciais, como abastecimento de água, coleta de lixo e atendimento médico.
A infectologista, Cristina Giovanetti dos Anjos, orienta a população a evitar o contato com a água das inundações. Quando isso for inevitável, é recomendado usar botas e outros equipamentos de proteção.
Conforme Cristiana, as ondas de calor também preocupam, segundo ela, idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas são mais vulneráveis à desidratação e à piora de problemas cardiovasculares, respiratórios e renais.
A médica explica que as alterações climáticas também podem modificar a distribuição de vetores e favorecer a transmissão de algumas doenças infecciosas. Há ainda preocupação com a resistência aos antibióticos.
Segundo a especialista, mudanças de temperatura, problemas de saneamento e contaminação ambiental podem contribuir para a disseminação de microrganismos resistentes.
Cristina ressalta, porém, que os estudos ainda não comprovam uma relação causal definitiva entre o aumento da temperatura e a resistência aos antibióticos. O principal fator continua sendo o uso excessivo e inadequado desses medicamentos.
Entre as medidas de prevenção estão manter a hidratação em períodos de calor, reduzir a exposição nos horários de temperaturas mais altas, manter a vacinação em dia e evitar o contato com água de enchentes.
No âmbito coletivo, especialistas defendem sistemas de alerta, monitoramento epidemiológico e preparação permanente dos serviços de saúde para responder a eventos extremos.



