O Rio Grande do Sul se despede de um dos maiores nomes da cultura tradicionalista. Morreu neste domingo (02), aos 86 anos, em Porto Alegre, o músico e tradicionalista Euclides Fagundes Filho (Bagre Fagundes). Internado desde maio, ele não resistiu a complicações de uma parada cardiorrespiratória provocada por um engasgo durante um almoço em casa.
O velório será aberto ao público a partir das 10h, desta segunda-feira (03), no Palácio Piratini.
Em nota oficial, o governador Eduardo Leite destacou o legado deixado por Bagre Fagundes, afirmando que a obra do artista continuará viva na cultura, na tradição e na música do povo gaúcho.
Bagre Fagundes deixa a esposa, Marlene Vilaverde, e os filhos Ernesto, Euclides, Luciana e Paulinho. Em entrevista para a correspondente da Rádio Caxias, Vanessa Pedroso, um filhos do Bagre Fagundes, o também cantor, Neto Fagundes, falou sobre o legado deixado pelo pai para o Rio Grande do Sul e quem ele foi para a família.
Já o filho, Paulinho Fagundes, destacou a tristeza pela perda do pai, mas também a gratidão por ter tido um grande companheiro, conselheiro e referência. Ele ressaltou o legado deixado pelo pai, baseado na valorização da família, das amizades e da proximidade com as pessoas queridas. Também agradeceu o carinho recebido pelo Rio Grande do Sul e afirmou o orgulho pelas canções que seguem emocionando gerações. Segundo ele, apesar da ausência física, o pai permanecerá sempre presente espiritualmente.
Por sua vez, o filho Ernesto Fagundes afirmou que a despedida é marcada pela tristeza, mas também por muitas lembranças de alegria ao lado do pai, como viagens, músicas e momentos em família. Ele destacou a força da fé e o legado deixado por Bagre Fagundes, ressaltando o amor, a união familiar e o carinho recebido do povo gaúcho e de todo o país. Também agradeceu as homenagens e afirmou que a família Fagundes tem gratidão pelo reconhecimento à trajetória do músico.
Natural de Uruguaiana e criado em Alegrete, Bagre construiu uma carreira dedicada à valorização das tradições do Rio Grande do Sul. Ao lado do irmão Nico Fagundes e de três filhos, integrou o grupo Os Fagundes, uma das maiores referências da música regional gaúcha.
Também foi coautor, ao lado de Nico, do clássico “Canto Alegretense”, canção que se tornou um símbolo de identidade e orgulho para os gaúchos.
Ao longo de décadas, Bagre Fagundes participou de festivais, programas de rádio e televisão e apresentações em todo o Estado, consolidando seu nome como uma das figuras mais importantes da cultura e da música nativista do Rio Grande do Sul.





