O dia mundial da água é celebrado em 22 de março com objetivo de alertar para a importância da preservação de um recurso vital à manutenção da vida. O Brasil abriga 12% de água doce do planeta e tem inúmeros desafios na proteção. Um estudo elaborado pelo Instituto Internacional da Água de Estolcomo (SIWI) mostra que as legislações brasileiras são boas, mas será preciso colocá-las em prática.
Para Claudio Klemz, especialista em políticas públicas da TNC Brasil, organização de conservação ambiental que participou da pesquisa, o Brasil ainda tem uma disparidade técnica para desenvolver projetos de preservação. Os municípios menores sofrem com a falta de conhecimento de legislação e como captar recursos aos seus projetos de proteção. Além da recuperação da mata nativa, o saneamento básico é um tema fundamental ao tema. Só que isso não pode ser trabalhado apenas na área urbana, Klemz explica um ponto importante que é o tratamento do esgoto na área rural. Vale lembrar que ali estão as nascentes e leitos de rios importantes.
A pesquisa do Instituto de Estocolmo traz informações importantes. O mundo acordou para a preservação e os investimentos na última década aumentaram em US$ 49 milhões. O Brasil também ampliou suas legislações com a Política Nacional de Recursos Hídricos, o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH), Código Florestal, Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais e o novo marco do saneamento. Fatores considerados positivos e importantes. Ainda assim, os alertas prosseguem. Kleimz relata que 75% da população mundial deve sofrer com eventos de insegurança hídrica até 2050.
Outra pesquisa lançada na última semana também possui dados importantes. O Ranking Trata Brasil aponta que Caxias atende 97% da população com água potável e tem 92% de redes de esgoto. No entanto, a cidade ocupa apenas a 56ª posição em eficiência, com 46% de tratamento do esgoto, num cálculo com relação a água consumida. Ela perdeu cinco posições em relação a 2025.
