A paternidade costuma ser encarada como um período de responsabilidade e extremo afeto, ao criar vínculos eternos com uma criança, seja por meios naturais ou pela adoção.
A reportagem especial, deste fim de semana, no entanto, propõe ampliar a abordagem sobre o tema, ao lançar um olhar atento para diferentes experiências relacionadas à paternidade. Mais do que discutir os desafios e as transformações inerentes ao papel paterno, a matéria busca compreender como os pais vivenciam essa jornada em contextos distintos e, muitas vezes, marcados por circunstâncias singulares.

Entre as histórias, aqui retratadas, estão relatos de homens que precisaram enfrentar o luto, enquanto exerciam a paternidade, outros que experimentam essa responsabilidade pela primeira vez e também de jovens que assumiram o papel de pai, ainda, na adolescência. A proposta é revelar como cada trajetória foi atravessada por desafios, aprendizados, sentimentos e, principalmente, formas particulares de construir o vínculo com os filhos, evidenciando que não existe uma única maneira de viver a paternidade.

É o caso do Operador Técnico, Enio Gabriel Silva, que se tornou pai aos 16 anos. Ele relembra que a notícia da gravidez chegou de forma inesperada e, no primeiro momento, trouxe medo, insegurança e muitas dúvidas sobre o futuro. Apesar dos desafios e das responsabilidades que surgiram ainda na adolescência, Enio afirma que a chegada da filha Morgana transformou completamente sua vida.
Segundo ele, a experiência da paternidade o fez amadurecer mais cedo, assumir novas responsabilidades e enxergar o futuro com outros olhos. Hoje, ele não tem dúvidas ao afirmar que Morgana foi a melhor coisa que já aconteceu em sua vida e a principal motivação para buscar um futuro melhor para si.

Quem também compartilha dessa percepção é o Educador Físico, Gabriel Morais ,pai da pequena Alice, nascida em 2025. Vivenciando a experiência da paternidade pela primeira vez, Gabriel conta que cada etapa tem sido marcada por aprendizados, descobertas e momentos inesquecíveis. Segundo ele, a chegada da filha trouxe uma nova perspectiva sobre a vida, despertando um sentimento de responsabilidade ainda maior e fortalecendo os laços familiares.
Entre as lembranças mais marcantes, desse início da jornada como pai, Gabriel relembra um episódio curioso, vivido quando ele precisou ficar sozinho com a bebê pela primeira vez. Acostumado a dividir os cuidados com a companheira, ele conta que, naquele momento, precisou confiar nos próprios instintos para lidar com todas as necessidades da filha. Apesar da insegurança inicial, a situação acabou se transformando em uma experiência divertida e significativa, reforçando sua confiança e mostrando que a paternidade também é construída por meio de pequenos desafios e aprendizados diários.
Além disso, a nossa reportagem também foi a Porto Alegre investigar o outro lado dessa relação, que fala de amor, mas também de saudade; que, neste caso, ainda está muito aflorada, com a partida prematura e inesperada do pai de outro personagem da nossa história. O Coordenador Administrativo e de Tecnologia da Importadora Americana, João Henrique Nienov, que perdeu o pai, Henrique Nienov de 76 anos, no último dia 26 de junho, vítima de uma parada cardíaca, seguida de falência múltiplas de órgãos.
João relata que, embora se considerasse, em certa medida, preparado para enfrentar a inevitabilidade da morte, reconhece que a vivência concreta da perda revelou uma realidade significativamente mais complexa do que havia antecipado.
Ele afirma que nenhuma preparação intelectual é capaz de neutralizar o impacto emocional provocado pela morte de um pai, sobretudo pela ruptura dos vínculos afetivos, das referências construídas ao longo da vida e da sensação de desamparo que acompanha esse tipo de despedida.
Pois, conforme diz em Provérbios capítulo 4, versículo 11: “Eu o conduzi pelo caminho da sabedoria e o encaminhei por veredas retas”.

Afinal, “a saudade é o azar de quem teve muita sorte”.

Essa reportagem, ainda, presta uma homenagem especial a todos aqueles cujos pais velam pelos filhos lá do céu.





