Por 11 votos a 8, a maioria dos vereadores aprovou o projeto de lei 265/2026, que contém as diretrizes orçamentárias (LDO) para o ano de 2027. As duas sessões extraordinárias para votação da matéria iniciaram no fim da tarde de quinta-feira (15) e tiveram 7h52 de duração, se encerrando às 2h48 da madruga desta sexta-feira (16).
A matéria trabalha dentro de um orçamento previsto de R$ 4.568.000.722,16. Do ponto de vista de projeção fiscal, o Executivo projeta um déficit de R$ 309.695.764,92.
As orientações balizarão a futura peça orçamentária, com a fixação definitiva de valores. A redação final do texto incluirá 20 emendas dos parlamentares, que também obtiveram aprovação. Para entrar em vigor como lei, a medida passa a depender da sanção do prefeito Adiló Didomenico (PSD).
Foi devido ao volume de emendas e pela disposição dos vereadores ao debate que a plenária se estendeu. Do total de 43 propostas de alteração, entre supressivas, modificativas e aditivas, três terminaram retiradas e 20 aprovadas.
Favorável ao projeto, o vereador Elisandro Fiúza disse que respeitava os colegas da oposição por apresentarem emendas visando melhorias para a cidade, mas ponderou que é preciso compreender o orçamento e por isso iria votar contrário as emendas.
Já após a votação, em um vídeo publicado nas redes sócias, o capitão Ramon Teles (PL) explicou que votou contra ao projeto, pois o cenário apresentado é de um déficit de mais de R$ 300 milhões. Por outro lado, disse que durante a campanha eleitoral, o prefeito, então candidato à reeleição, dizia que a Prefeitura tinha mais de R$ 250 milhões em caixa.
O montante estipulado pela LDO, na ordem de R$ 4,568 bilhões, ainda será revisado pelo projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA), que terá de ser enviado ao Legislativo até o próximo dia 31 de outubro. Para vigorar a contar de 1º de janeiro de 2027, a LOA deverá obter aprovação do Parlamento até 15 de dezembro.
No resumo da programação das diretrizes orçamentárias para 2027, a matéria detalha a previsão de despesas por órgão: R$ 66.655.951,43 para o Legislativo; R$ 3.049.251.219,20 para o Executivo; R$ 359.858.000,00 para o Samae; R$ 187.891.616,18 para o IPAM Saúde; R$ 108.504.803,16 para a FAS; e R$ 795.839.132,19 para o IPAM Previdência.



