A Reunião Almoço da CIC Caxias recebeu o diretor geral de celulose do grupo CMPC, Antonio Lacerda, nesta segunda-feira (21). O palestrante traçou um cenário sobre como identificar oportunidades e a cadeia que o setor de energia sustentável pode movimentar no Brasil. Ao mesmo tempo, ele apresentou com preocupação o projeto de expansão da empresa no Rio Grande do Sul, que está parado devido a apontamentos do Ministério Público Federal. A insegurança jurídica e a dificuldade para investimentos foi abordada ao longo da exposição.
Lacerda aponta que o momento de guerra no mundo, com o valor no barril do petróleo em alta, os recursos para desenvolvimento em fontes de energia renováveis estão aumentando. Segundo ele, existe um mercado em expansão e que pode gerar abertura de empregos no país.
Para que essas oportunidades possam sair do papel, Lacerda acredita na necessidade de um envolvimento geral da população para que o excesso de burocracia possa ser superado. Na avaliação do palestrante, esse movimento não é algo orgânico e vai ser necessária uma mobilização em torno do assunto.
Durante boa parte da palestra, Antonio Lacerda também transmitiu suas preocupações em relação a expansão da fábrica de celulose no município de Guaíba. O projeto está parado por uma ação civil pública do MPF, onde o procurador requer adequações no projeto e que a empresa viabilize a consulta com comunidades de pescadores, indígenas e quilombolas de todo Estado sobre a proposta de expansão. Lacerda explicou que a empresa obteve vitória em duas instâncias da justiça federal, mas o projeto segue parado. A expectativa que as obras do novo projeto iniciem apenas em 2029. O investimento total da nova planta gira na casa de R$ 30 milhões.



