A Polícia Civil, por meio das Delegacias de Polícia de Gramado e Canela, deflagrou nesta terça-feira (23) a terceira fase da Operação Vouchers, voltada ao combate a um esquema de venda fraudulenta de ingressos para atrações turísticas na Serra Gaúcha. A ofensiva teve como foco a apuração de crimes envolvendo parques temáticos e restaurantes da região.
A ação mobilizou cerca de 40 policiais civis e resultou no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão nos municípios de Igrejinha e Canoas, no Rio Grande do Sul, além de Ceilândia, no Distrito Federal. A investigação apura a atuação de uma associação criminosa dedicada à comercialização ilegal de ingressos obtidos de forma fraudulenta, causando prejuízos a empresas do setor turístico e a visitantes da região.
A operação contou com o apoio das Delegacias de Polícia de Igrejinha e Três Coroas, da DRACO de Canoas e da CORE da Polícia Civil do Distrito Federal. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos diversos cartões de crédito e débito em nome de terceiros, além de aparelhos eletrônicos utilizados para a venda dos ingressos e o recebimento de valores via PIX.
Segundo a delegada Fernanda Aranha, titular da Delegacia de Polícia de Gramado, as investigações indicam que o grupo praticava fraudes em plataformas online de venda de ingressos, utilizando dados bancários de terceiros. Detalhes sobre a dinâmica dos crimes não foram divulgados para não comprometer o andamento das apurações.
O delegado Vladimir Medeiros, titular da Delegacia de Polícia de Canela, destacou que a Polícia Civil monitora fraudes desse tipo na região desde 2022 e que a prioridade da Operação Vouchers se justifica pela importância estratégica do turismo para a economia local e pela necessidade de proteger turistas e o trade turístico da Serra Gaúcha.
Já o delegado regional Gustavo Celiberto Barcellos, responsável pela supervisão dos trabalhos, ressaltou a relevância da ação no enfrentamento a um grupo que vinha causando expressivos prejuízos financeiros e danos à imagem do setor turístico, enfatizando o caráter permanente da repressão qualificada realizada pela Polícia Civil.
Os investigados poderão responder por crimes como estelionato, associação criminosa, falsificação de documento particular e uso de documento falso, entre outros que ainda podem ser identificados no decorrer das investigações. A Polícia Civil informou que as apurações seguem em andamento, com análise do material apreendido e monitoramento contínuo dos suspeitos.
Por fim, a Polícia Civil orienta que turistas adquiram ingressos e vouchers exclusivamente por meio de canais oficiais e agentes credenciados, como forma de garantir a validade dos ingressos e evitar prejuízos decorrentes de fraudes.
