Quem acessou o site do Samae recentemente pôde perceber que houve diminuição dos níveis das represas de Caxias do Sul. Buscando saber quais as razões, o que vem sendo feito e a expectativa para os próximos meses, a reportagem da Rádio Caxias conversou com a superintendente de Recursos Hídricos do Samae, Janaína Ribeiro Velho.
Segundo ela, os níveis das represas estão baixando desde janeiro por conta das chuvas que caíram abaixo da média no Rio Grande do Sul. O Samae está alertando a comunidade nas redes sociais para que façam o uso consciente da água.
O Samae não trabalha com possibilidade de racionamento, por estarmos passando pelo fenômeno El Niño, que tem por característica ser um período bastante chuvoso. Isso só deve mudar se o nível das chuvas não for o suficiente.
Conforme os números passados pela assessoria do Samae à reportagem da Caxias, o sistema de abastecimento de água de Caxias do Sul voltou a apresentar melhora nesta primeira semana de julho, após atingir o menor nível do ano no dia 22 de junho. Naquela data, a represa do Faxinal marcava 4 metros abaixo do nível normal. Marrecas estava 1,34 metro abaixo, Maestra 2,75 metros e São Miguel 2,56 metros.
Todas as quatro represas apresentam alta. Nesta segunda-feira, (06), o Faxinal subiu 1 metro e passou para 3 metros abaixo do nível. A Marrecas teve a maior recuperação, com elevação de 1,3 metro, e voltou a ficar cheia. A Maestra subiu 1,05 metro e está 1,80 metro abaixo. Já a São Miguel teve alta de 0,70 metro e chegou a 1,8 metro abaixo do normal.
As represas são responsáveis por abastecer 100% da cidade por meio de quatro Estações de Tratamento de Água. O sistema do Faxinal, que atende a ETA Parque da Imprensa, responde por 59,96% da população. Em seguida vem Marrecas, com a ETA Morro Alegre, que abastece 26%. A Maestra, ligada à ETA Celeste Gobbato, responde por 9,3%. Por fim, o sistema Dal Bó, que atende a ETA Borges de Medeiros, fornece água para 4,7% dos moradores.
