O candidato do Partido da Causa Operária (PCO) ao Governo do Rio Grande do Sul, Cesar Pontes, afirmou nesta quinta-feira (13), em entrevista à Rádio Caxias, que sua candidatura ao Palácio Piratini tem como principal objetivo estimular a politização da população, e não a conquista de votos. Segundo ele, o processo eleitoral deve ser utilizado como instrumento de conscientização e mobilização social.
“Não temos intenção de ser eleitos. Não pedimos votos”, declarou Pontes. Na avaliação do candidato, as eleições não são capazes, por si só, de promover mudanças estruturais na sociedade. A proposta apresentada pelo PCO, portanto, é ampliar a participação direta da população nas decisões relacionadas à administração pública.
Historiador de formação, Pontes relatou que iniciou a aproximação com a política em 2013, durante as manifestações ocorridas no país. Antes de ingressar no PCO, participou de grupos políticos em Curitiba e afirmou ter acompanhado por alguns anos a atuação da legenda. A filiação ao partido ocorreu posteriormente.
Durante a entrevista, Pontes foi questionado sobre as demandas da Serra Gaúcha, com destaque para Caxias do Sul, a importância econômica da região e as reivindicações relacionadas à infraestrutura rodoviária.
O candidato não apresentou uma proposta específica para obras ou melhorias viárias na região. Em vez disso, defendeu que decisões sobre projetos e investimentos públicos sejam tomadas com maior participação da população.
Segundo Pontes, Caxias do Sul, por apresentar crescimento econômico, terá seus interesses atendidos de forma mais efetiva somente com a participação popular nas decisões sobre os projetos públicos. Ele também criticou a influência do poder econômico na definição das prioridades governamentais, afirmando que os interesses dos trabalhadores acabam ficando em segundo plano.
A proposta de transformação defendida pelo PCO também esteve entre os principais pontos da entrevista. Pontes afirmou que o partido apresenta a revolução como alternativa para mudanças estruturais na sociedade.
O candidato ressaltou, porém, que a ideia não deve ser associada exclusivamente à tomada de armas ou à destruição. Segundo ele, a revolução depende inicialmente da mobilização popular, da conscientização e da construção de apoio a um projeto político alternativo.
Pontes afirmou ainda que esse processo seria gradual e baseado na conquista da participação da população nas decisões públicas. Para ele, a politização dos trabalhadores é uma condição necessária para a transformação que o partido defende.
A entrevista de Cesar Pontes abriu a série de conversas da Rádio Caxias com os candidatos ao Governo do Rio Grande do Sul nas eleições deste ano. Os candidatos serão entrevistados em ordem alfabética durante o programa Jornal da Caxias, com espaço a apresentação de propostas e ideias que orientam cada candidatura.
Confira a entrevista completa no Caxias Play.
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