Os moradores de Galópolis e Vila Cristina que circulam pela BR 116, no trecho que está sendo recuperado, em Caxias do Sul, convivem com obras diariamente. Pontos de “pare e siga”, trechos isolados e agora os buracos estão criando um desafio ainda maior nessa região entre os dois distritos. As intervenções que estão sendo realizadas para alocação do sistema de drenagem recortam segmentos de asfalto e o trabalho não é concluído totalmente. Segundo o DNIT, isso faz parte da estratégia para que as obras não atrapalhem o fluxo do trânsito (confira a nota abaixo).
Esmael Delagostino, que vive no distrito de Vila Cristina, relata que o período de chuvas está deixando a circulação de veículos mais complicada. Alguns locais, como a recuperação da pista de rolamento próximo de Galópolis, foi colocado pó de brita e o recapeamento do asfalto ainda não foi realizado. Esmael também pontua que existem outros sete pontos onde foram realizados cortes no asfalto, há cerca de três meses, e os buracos estão surgindo. Isso torna o trânsito perigoso para quem utiliza o trecho todos os dias.
A conclusão das obras, entre Caxias e o Rio Caí, está prevista para o dia 1º de dezembro. A reportagem consultou o órgão responsável pelas estradas federais para entender como é o planejamento para esses pontos específicos que causam preocupação aos moradores da região. O DNIT se manifestou através de nota:
“O DNIT informa que a remoção da camada asfáltica faz parte do projeto de recuperação das obras de contenção da BR-116/RS. Parte dessas intervenções está relacionada à recuperação e ao aumento da capacidade do sistema de drenagem da rodovia, enquanto outra parte decorre da necessidade de execução das contenções previstas, que se localizam dentro da pista de rolamento.
A execução desses serviços exige intervenções diretamente sobre a pista e, caso fossem realizadas de forma convencional, demandariam a interrupção do tráfego por um período prolongado, gerando transtornos, riscos aos usuários e impactos econômicos para todos que utilizam esse trecho da BR-116/RS.
Por esse motivo, optou-se por executar as obras de forma integrada com o fluxo de veículos, mantendo o trânsito em operação e evitando bloqueios totais da rodovia. Como consequência dessa estratégia, existe a possibilidade de surgirem deformações ou buracos pontuais na pista durante a execução dos serviços. Embora haja acompanhamento por parte da autarquia e da empresa executora, o elevado volume de chuvas registrado nas últimas semanas dificultou o controle dessas ocorrências.
O DNIT está realizando os reparos necessários e trabalhando para concluir essa etapa das obras nas próximas semanas.“
