O Governo Federal anunciou, na quinta-feira (17), o reajuste do valor mínimo pago pelo programa Bolsa Família. O piso passará de R$ 600 para R$ 691, um aumento de 15,04%. Os benefícios complementares também terão os valores reajustados. Em Caxias do Sul, a medida deve impactar as famílias atualmente beneficiárias do programa. Conforme o último balanço divulgado, em maio deste ano, 10.647 famílias estavam ativas no Bolsa Família. Em todo o país, o reajuste alcança cerca de 19 milhões de famílias e beneficia quase 50 milhões de pessoas.
O Cadastro Único para Programas Sociais, o CadÚnico, é a principal porta de entrada para o Bolsa Família. A administração municipal é responsável pela realização e atualização dos cadastros, enquanto cabe ao Governo Federal analisar os dados, aplicar os critérios e autorizar a concessão dos benefícios. Conforme o diretor do Cadastro Único em Caxias do Sul, Rafael Zucco, atualmente 30.637 famílias estão inscritas no cadastro. O número representa 637 novas famílias nos últimos meses. No período, foram realizados 1.927 novos cadastros relacionados ao Bolsa Família, enquanto 6.362 tiveram os dados atualizados. Também foram feitas 2.153 atualizações cadastrais em domicílio. Ao todo, 291 benefícios foram bloqueados ou cancelados.
Apesar de Caxias do Sul ter registrado 10.647 famílias ativas no Bolsa Família no último balanço, o número de novos cadastros realizados neste ano não representa, necessariamente, um aumento equivalente na quantidade de beneficiários. Segundo a Secretaria, a inscrição no CadÚnico não garante o recebimento do benefício. Além disso, um cadastro pode corresponder tanto a um núcleo familiar quanto a uma família unipessoal, formada por apenas uma pessoa.
Com a mudança, o benefício adicional para famílias com crianças de até seis anos passará de R$ 150 para R$ 173 por criança. Para gestantes, o valor sobe de R$ 50 para R$ 58. O mesmo adicional de R$ 58 será pago para cada bebê de até seis meses. Na prática, o valor recebido por cada família varia conforme a composição familiar e a quantidade de integrantes que têm direito aos benefícios adicionais.
Para ter direito ao Bolsa Família, a principal regra é que a renda mensal por pessoa da família seja de, no máximo, R$ 218. O primeiro pagamento com os novos valores está previsto para outubro. O reajuste foi anunciado 17 dias antes das eleições e o Governo Federal nega que a medida tenha motivação eleitoral e afirma que o aumento busca recompor parte da perda do poder de compra provocada pela inflação. Segundo o governo, a inflação acumulada desde o último reajuste, em 2023, chegou a 17%.



