Após deliberação em assembleia geral, os trabalhadores da Caixa Econômica Federal (CEF) decidiram pela rejeição da proposta apresentada pelo banco e aprovaram a deflagração de greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira (14). A decisão foi tomada ao fim da noite de sexta-feira (11).
Os bancários estão em negociação salarial e de direitos. A data-base da categoria bancária é 1º de setembro e a negociação é unificada nacionalmente.
Os bancários justificam que a Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido contábil de R$ 7,368 bilhões no primeiro semestre de 2026. Diante do cenário, eles apontam que os resultados reforçam a cobrança para que a solidez financeira da Caixa seja acompanhada pela valorização de quem trabalha no banco.
O diretor de comunicação do Sindicato, Marcio Colombo, explica que desde agosto diversas rodadas de negociações foram realizadas, mas sem acordo entre as partes.
O principal problema é a falta de consenso em relação ao plano de saúde. De acordo com ele, a atualização do estatuto ainda em 2017 diminuiu a coparticipação do banco no pagamento do benefício. A categoria busca o aumento da participação por parte da Caixa.
Ele comenta que é um movimento nacional e espera que a Caixa retome as mesas de negociações para que ocorra um acordo.
O diretor ainda informa que apenas entre segunda e terça-feira (15) será possível informar o número de funcionários e agências que aderiram ao movimento.
Além de Caxias, a entidade representa os bancários de Antônio Prado, Canela, Ipê, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Gramado, Nova Pádua, Nova Petrópolis, Nova Roma do Sul, Picada Café, São Marcos e Veranópolis, no estado do Rio Grande do Sul.



