A interdição, desde setembro, da ponte sobre o Rio das Antas, na BR-116, entre São Marcos e Campestre da Serra, mobilizou centenas de pessoas no sábado (31). Os manifestantes cobraram providências para a liberação da via. O ato foi organizado pela Associação dos Motoristas São-Marquenses (AMSM) e pelas Prefeituras de São Marcos e Campestre da Serra. Além de moradores, a mobilização reuniu autoridades e lideranças dos dois municípios.
Na ocasião, foi realizada uma avaliação técnica independente da estrutura pelo engenheiro civil Elvio Bernardi. A análise havia sido solicitada ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no início de outubro, quando representantes dos dois municípios estiveram na sede do órgão, em Porto Alegre, para participar de uma audiência sobre a situação da ponte.
A avaliação busca identificar as condições de segurança da estrutura e a possibilidade de liberação parcial do tráfego, em meia pista, para veículos de passeio, caminhões leves e ambulâncias. Após a análise, deverá ser apresentado um laudo com as constatações técnicas. Uma eventual liberação, parcial ou total, depende da avaliação e da aprovação do DNIT.
Conforme o prefeito de São Marcos, Volmir Rech, lideranças políticas e entidades estão mobilizadas para buscar agilidade no início dos trabalhos. A intenção é dialogar com a empresa vencedora da licitação, que também foi responsável pela recuperação anterior da estrutura, e avaliar a possibilidade de uma liberação parcial da ponte. Atualmente, o DNIT trabalha no processo de contratação da empresa responsável pelos serviços de recuperação da estrutura. Após a assinatura do contrato, a empresa terá 30 dias para apresentar o projeto, que ainda precisará passar pela análise do órgão antes do início das obras. Uma nova reunião entre os prefeitos deve ocorrer nos próximos dias, em Porto Alegre.
O prefeito de Campestre da Serra, Tairo Balardin, afirma que a situação é complexa, mas destaca que a mobilização busca acelerar os encaminhamentos para a recuperação da ponte. Segundo ele, o comércio, a prestação de serviços e o acesso da população a atendimentos têm sido significativamente impactados pela interdição.
A construção de uma nova ponte também está em discussão. A estrutura poderá ser contemplada em um dos lotes do Programa de Manutenção e Reabilitação de Estruturas (Proarte), mas ainda não há estudos técnicos em andamento para viabilizar o projeto. Os representantes dos dois municípios também pretendem buscar apoio em Brasília para agilizar os encaminhamentos relacionados às obras no local.
Os danos à estrutura ocorreram após a elevação do nível do Rio das Antas, provocada pelas chuvas, que removeu um dos pilares da ponte. Um segundo pilar sofreu flambagem, comprometendo a estabilidade e provocando deformações na estrutura da cabeceira sul. Para os deslocamentos entre Caxias do Sul e Vacaria, em ambos os sentidos, os motoristas devem utilizar a ERS-122 como rota alternativa.



