O Ministério Público do Rio Grande do Sul deflagrou nesta quarta-feira (28) a Operação Home Cash – Vacaria, que apura um esquema de captação fraudulenta de verbas públicas destinadas a tratamentos de home care. Esta é a quinta operação desde 2024 contra esse tipo de fraude no Estado. A investigação aponta que uma empresa usava orçamentos muito acima do mercado para embasar ações judiciais, com cobrança até 12 vezes maior que o valor real.
Em um dos casos analisados, o custo mensal estimado por orçamento independente era de R$ 13,1 mil, enquanto a empresa investigada cobrou R$ 162,4 mil pelo mesmo serviço. Foram identificados dois alvarás judiciais de R$ 162,4 mil cada, totalizando R$ 324,8 mil. Segundo o MPRS, apesar do valor recebido, o paciente não recebeu integralmente o tratamento e teve piora no quadro clínico, constatada pelo médico responsável.
A operação foi coordenada pelo GAECO Serra e pela Promotoria de Vacaria, com apoio do Núcleo de Inteligência do MPRS e da Brigada Militar. Foram cumpridas medidas patrimoniais contra três investigados, entre eles uma advogada, e uma empresa. Embora a origem seja em Vacaria, as diligências ocorreram em Passo Fundo, onde foram localizados imóveis, veículos e outros bens.
A Justiça autorizou o sequestro de oito veículos, a indisponibilidade de 33 imóveis e o bloqueio de até R$ 1 milhão. De acordo com o MPRS, os alvos movimentaram mais de R$ 13,4 milhões entre 2022 e 2025, sendo que um dos investigados recebeu mais de R$ 9 milhões. O objetivo é preservar o patrimônio, aprofundar as investigações e garantir o ressarcimento aos cofres públicos.
