As vendas de inverno na Serra Gaúcha ficaram próximas do resultado registrado em 2025. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem, Malharias, Vestuário, Calçados e Acessórios da Serra Gaúcha (Fitemavest), Rogério Bridi, cerca de 25% do período de vendas acabou sendo prejudicado pela falta de continuidade das temperaturas mais baixas.
Bridi explica que, quando o frio perde força, o consumidor deixa de procurar produtos de inverno. Mesmo que as temperaturas voltem a cair posteriormente, o movimento nas lojas não retorna com a mesma intensidade. Com isso, parte dos estoques acaba sendo liquidada pelos lojistas, reduzindo também a demanda por novos produtos.
Para a indústria, a avaliação inicial é de que a produção de itens de inverno possa fechar até 20% abaixo do ano passado. O presidente ressalta, no entanto, que esse número ainda pode mudar nas próximas semanas, quando as empresas concluírem os levantamentos da produção.
Agora, com a chegada da primavera, marcada para o dia 22 de setembro, a expectativa do setor é manter um desempenho positivo, semelhante ao registrado na mesma estação de 2025. A previsão de um período com bastante chuva até o fim de outubro, porém, pode influenciar novamente o comportamento dos consumidores e do comércio.
Além das condições climáticas, Bridi cita o cenário econômico como outro fator de atenção para os próximos meses. Segundo ele, o consumidor está mais endividado e comprando menos, enquanto o período eleitoral também gera cautela entre os consumidores e empresários.
Outro ponto de preocupação para o sindicato é a revogação da chamada “taxa das blusinhas”, que pode aumentar a concorrência das plataformas de comércio online com o varejo físico. Segundo Bridi, a mudança pode estimular ainda mais os consumidores a fazer compras pela internet, principalmente de produtos importados, reduzindo a procura por itens vendidos nas lojas locais.



