A inadimplência no pagamento de aluguéis voltou a subir no Rio Grande do Sul em junho, depois de três meses consecutivos de queda. O índice passou de 2,83%, em maio, para 2,92%. Apesar da alta, o resultado ainda está abaixo da média nacional, que ficou em 3,20%.
Na comparação anual, o cenário é ainda mais favorável: em junho de 2025, a inadimplência no Estado era de 4,16%. Na Região Sul, o índice chegou a 2,71% em junho, o menor do país. O Nordeste apresentou a maior taxa, com 5,15%. Entre os tipos de imóveis, os comerciais registraram o maior índice de inadimplência no Sul, com 3,50%. Em seguida aparecem as casas, com 3,13%, e os apartamentos, com 2,07%.
Para Luciana Ferrari, Head de Planejamento Comercial da Superlógica, a alta de junho é pequena e não representa, neste momento, um cenário de grande preocupação. Segundo ela, a diferença em relação ao mesmo período do ano passado mostra uma melhora significativa. A especialista aponta os juros elevados e a inflação como fatores que continuam pressionando o orçamento das famílias e dificultando o pagamento dos compromissos em dia.
Nos imóveis comerciais, o impacto é ainda maior. Pequenos comerciantes e empresários ficam mais expostos às oscilações nas vendas e ao custo elevado do crédito para capital de giro. Quando o faturamento diminui, o aluguel pode estar entre as despesas afetadas. Portanto, a inadimplência locatícia deve continuar sendo influenciada pelo cenário econômico, especialmente pelo comportamento dos juros, da inflação e da renda das famílias.
O levantamento da Superlógica reúne dados anonimizados de mais de 800 mil locatários em todo o Brasil. A recomendação para proprietários e imobiliárias é acompanhar de perto os sinais de dificuldade financeira dos inquilinos e priorizar negociações antes que os atrasos se acumulem.



