Os indicadores apontam para um El Niño severo e, talvez, o mais forte das últimas décadas, onde o ápice deve ficar entre outubro e dezembro. No dia a dia, os sinais também estão mais evidentes, a começar pelos últimos temporais e os registros de tornados no Rio Grande do Sul e no Paraná, em um intervalo de uma semana. Essas condições já chamam atenção fora do país, visto que o meteorologista e caçador de tempestades norte-americano, Reed Timmer, anunciou que virá ao Brasil para acompanhar os eventos.
A região sul tem por característica ser um corredor de tornados. Samuel Hosser, meteorologista do Centro de Monitoramento da Defesa Civil-RS, explica que as condições atmosféricas favorecem a esses fenômenos da natureza, porque geograficamente ficamos em um ponto de encontro das frentes frias, vindas do polo sul, e as correntes de ar quente e úmido, provindas do norte. Isso cria um cenário propício à tempestades intensas, que em alguns casos podem gerar tornados.
As redes sociais estão tomadas de alertas aos próximos meses, quando o El Niño deve chegar ao seu ápice. Em alguns casos, até chamando atenção para previsões de tornados classificados como F5, quando as rajadas de ventos ultrapassam os 267 km/h. A meteorologista Estael Sias, da MetSul, explica que as condições estarão propícias entre a primavera e o verão. Entretanto, prever que fenômenos como esses vão ocorrer e de escala ainda mais severa é impossível.
A agência norte-americana NOAA publicou um relatório recente apontando para 95% de chances de um Super El Niño, entre outubro e dezembro. Há uma probabilidade de ser o mais intenso desde 1950, já que as águas do Pacífico Equatorial Oriental estão superiores a 2ºC. O que já é possível prever nesse cenário, são chuvas volumosas e que podem ocasionar em enchentes, enxurras e deslizamento de massa.



