O Ministério da Saúde iniciou a Campanha de Multivacinação 2026, que segue até 1º de setembro em todo o país. A mobilização é voltada principalmente a crianças e adolescentes menores de 15 anos e tem como objetivo atualizar a caderneta de vacinação e ampliar a proteção contra doenças como sarampo, meningites, pneumonias, poliomielite, gripe, covid-19 e dengue.
Ao todo, estão disponíveis 20 vacinas do Calendário Nacional de Vacinação. O Dia D da campanha será realizado em 22 de agosto. A orientação é que pais e responsáveis procurem uma unidade de saúde levando a caderneta da criança ou do adolescente. Os profissionais vão verificar as doses já recebidas e aplicar apenas aquelas necessárias para completar o esquema vacinal.
Entre as atualizações do calendário está a inclusão da vacina pneumocócica 20-valente, indicada para crianças menores de cinco anos. O imunizante amplia a proteção contra doenças provocadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites. A vacinação contra a dengue também contempla crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
Desde 3 de agosto, o calendário nacional passou ainda a contar com um segundo reforço da vacina contra a poliomielite aos quatro anos de idade.
O sarampo é um dos principais focos da mobilização. O Ministério da Saúde intensificou a vacinação nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, após o registro de casos relacionados à importação do vírus.
Nessas cidades, a vacinação contra o sarampo foi ampliada para pessoas de seis meses a 59 anos, de acordo com a situação vacinal de cada indivíduo. A estratégia busca elevar a cobertura e evitar a circulação do vírus.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alertou para o risco de novos casos diante do avanço do sarampo em outros países. Segundo ele, os Estados Unidos enfrentam atualmente o maior surto da doença em 35 anos.
Padilha também lembrou o cenário registrado em São Paulo em 2019, quando o Estado contabilizou cerca de 20 mil casos de sarampo. Naquele período, o Brasil perdeu o certificado de eliminação da doença. O reconhecimento foi recuperado em 2024, após a retomada das coberturas vacinais.
Segundo o ministro, o Brasil registrou 38 casos importados de sarampo em 2025, mas não houve disseminação sustentada da doença.
O Ministério da Saúde afirma que o país vem apresentando recuperação dos índices de vacinação. Em 2025, o Brasil alcançou a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos.
Dados da Organização Mundial da Saúde e do Unicef mostram ainda uma redução expressiva no número de crianças sem nenhuma dose da vacina pentavalente. O contingente caiu de 360 mil, em 2023, para 50 mil, em 2025.
Para a campanha deste ano, foram distribuídas 1,5 milhão de doses aos estados. Somente em 2026, o Ministério da Saúde já destinou mais de 177 milhões de doses de vacinas para abastecer os serviços públicos de saúde.
A recomendação é que pais e responsáveis não esperem o Dia D para verificar a situação vacinal. A caderneta pode ser apresentada nas unidades de saúde, e as informações também podem ser consultadas pelo Meu SUS Digital.
A campanha nacional segue até 1º de setembro, com o Dia D marcado para 22 de agosto.




