A Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SMASC), de Caxias do Sul, apresentou nesta semana o Programa Promover. A iniciativa foi criada para mudar a forma como funciona o acolhimento institucional no município e tem como foco principal acelerar o retorno de crianças e adolescentes às suas famílias de origem sempre que for possível e seguro.
Inspirado em experiências de outras cidades brasileiras, o Promover muda a lógica do atendimento. Em vez de a família precisar se deslocar com frequência até o abrigo, são os profissionais que vão até a casa. Assistentes sociais e psicólogos realizam visitas periódicas e um acompanhamento próximo no território, o que deve permitir um diagnóstico mais realista das condições materiais, afetivas e da rotina do núcleo familiar.
O processo de reintegração foi estruturado em etapas. Primeiro, a equipe técnica dos serviços de acolhimento faz o mapeamento e indica as famílias com potencial de reaproximação. Nesse levantamento são considerados não apenas pais e mães, mas também avós, tios e outros parentes com vínculo afetivo. A partir daí, o caso é encaminhado ao Núcleo de Acolhimento Institucional e Familiar (NAIF).
A diretora de Proteção Social Especial de Média Complexidade da SMASC, Franciele Roso, traz mais detalhes sobre os objetivos do programa.
Com o caso em acompanhamento, começa o trabalho itinerante no domicílio. Paralelamente, o programa articula a rede intersetorial para garantir acesso prioritário a serviços básicos, como matrícula em escola perto de casa e atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS). Junto com a família é elaborado um Plano Individual de Atendimento (PIA), com metas graduais, direitos e deveres para superar as vulnerabilidades que levaram ao acolhimento.
O diferencial do Promover está no acompanhamento mesmo depois que a criança ou o adolescente volta para casa. A equipe mantém o monitoramento por um período para consolidar a autonomia da família e evitar que ela volte a enfrentar situações que possam gerar um novo acolhimento.



