No ano em que o Brasil celebra os 94 anos da conquista do voto feminino, as mulheres seguem sendo a maioria do eleitorado brasileiro. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no Brasil, 83.877.126 eleitoras estarão aptas a votar nas eleições de 2026, o equivalente a 52,84% do eleitorado nacional.
Em Caxias do Sul, o cenário acompanha a tendência nacional, com as mulheres também representando a maior parcela dos eleitores. Em entrevista à Rádio Caxias, o chefe do Cartório da 169ª Zona Eleitoral, Edson Borowski, relembrou a trajetória da conquista do voto feminino no Brasil e destacou que, apesar do avanço, o direito é relativamente recente na história do país.
O direito ao voto feminino foi conquistado em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas. A medida garantiu às mulheres não apenas o direito de votar, mas também de concorrer a cargos eletivos.
A conquista foi resultado de décadas de mobilização do movimento sufragista, iniciado no fim do século XIX e fortalecido nas primeiras décadas do século XX. Mulheres de diferentes regiões do país organizaram associações, promoveram congressos e realizaram campanhas em defesa da participação feminina na vida política.
O primeiro voto feminino em uma eleição nacional foi registrado em 1933, e a Constituição de 1934 consolidou oficialmente esse direito para todas as brasileiras.
Segundo o TSE, o número de mulheres aptas a votar nas eleições deste ano cresceu 1,83% em relação ao pleito de 2022. Já o eleitorado masculino teve aumento de 1,08% no mesmo período, passando de 74 milhões para 74,8 milhões de eleitores.
Ao todo, 158,7 milhões de brasileiros estão aptos a participar das eleições de outubro. Neste ano, os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.



