A temperatura do Oceano Pacífico, na região Niño 3.4, chegou à marca de +2ºC acima da média, já no mês de julho. Algo que nunca havia sido registrado de forma tão precoce, principalmente quando as condições favoreciam para um Super El Niño. Nos eventos de 2024, por exemplo, essa condição foi alcançada apenas em novembro de 23. Por isso, os dados atuais apontam para uma condição inédita.
A Metsul Meteorologia já pondera que os sistemas de acompanhamento do clima indicam que esse pode ser o evento de maior impacto na história moderna. Os efeitos já começam durante o inverno, com a segunda parte sendo mais quente e chuvosa. Algo parecido com a previsão do tempo a partir de sexta-feira (17), com precipitação volumosa e possibilidade de temporais nas regiões oeste e norte do Rio Grande do Sul.
Segundo a meteorologista Estael Sias, o cenário é de alerta. Ela reforça que o aquecimento no Pacífico Equatorial culminará em extremos climáticos diferentes, como seca no norte do Brasil e chuvas nos três estados do Sul. No Rio Grande do Sul, existe possibilidade para enchentes e enxurradas, a partir do início da primavera.
O Super El Niño deve chegar ao seu ápice entre outubro e dezembro. Ainda assim, os modelos de meteorologia apontam que os reflexos devem ser sentidos até o outono de 2027. O alerta é feito para que as autoridades busquem providências, afim de amenizar os efeitos.
