Criminosos aproveitam a proximidade das eleições de 2026 para aplicar golpes por meio de mensagens falsas que informam supostas irregularidades no título de eleitor. Os contatos são feitos principalmente pelo WhatsApp e alegam a existência de pendências eleitorais vinculadas ao CPF da vítima.
Nas mensagens, os golpistas utilizam termos como “aviso urgente” e “regularize imediatamente”, afirmando que a falta de regularização pode gerar restrições em documentos, serviços públicos e até impedir o exercício do voto. Em seguida, encaminham links que direcionam o usuário para páginas falsas, desenvolvidas para imitar os canais oficiais da Justiça Eleitoral.
Os comunicados fraudulentos costumam informar a existência de “pendências eleitorais” e pressionam o eleitor a acessar links externos para uma suposta regularização. Ao clicar, a vítima é levada a um site com aparência semelhante ao portal oficial da Justiça Eleitoral, incluindo logomarcas e elementos visuais que podem induzir ao erro. Em alguns casos, os criminosos também mencionam possíveis sanções, como bloqueio de serviços públicos e impedimentos legais.
O chefe da 169ª Zona Eleitoral de Caxias do Sul, Edson Borowski, alerta que a Justiça Eleitoral não realiza cobranças para serviços de regularização cadastral. Mesmo nos casos em que há necessidade de pagamento de multa por ausência às eleições, o procedimento deve ser realizado exclusivamente pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também reforça que não envia boletos, não solicita pagamentos e não cobra taxas por meio de aplicativos de mensagens, SMS ou e-mail. Além disso, o órgão não pede dados pessoais ou bancários por esses canais.
Todos os serviços relacionados ao título de eleitor são gratuitos, incluindo a emissão do primeiro documento, a transferência de domicílio eleitoral e a atualização de dados cadastrais.
A orientação é que os eleitores não cliquem em links suspeitos, não forneçam informações pessoais e não efetuem pagamentos sem verificar a autenticidade da solicitação. A consulta da situação eleitoral e eventuais procedimentos de regularização devem ser feitos apenas pelos canais oficiais, como o portal da Justiça Eleitoral e o aplicativo e-Título.
Outra recomendação importante é verificar o endereço eletrônico antes de acessar qualquer página. Os sites oficiais utilizam os domínios da Justiça Eleitoral e do Tribunal Superior Eleitoral, enquanto páginas fraudulentas costumam apresentar endereços diferentes ou semelhantes aos oficiais para confundir os usuários.
